terça-feira, 21 de maio de 2013

Máximas 351 a 360.


Máximas roderiquianas (351) A hora ideal para se deitar a fim de dormir é aquela que permitirá um intervalo de dois segundos entre o cerrar das pálpebras e o primeiro ronco.

Máximas roderiquianas (352) O banho de chuva deveria ter a capacidade de invadir nossos poros a fim de transmitir sua pureza para nossas almas.

Máximas roderiquianas (352) O banho de chuva deveria ter a capacidade de invadir nossos poros a fim de transmitir sua pureza para nossas almas.

Máximas roderiquianas (353) Um ser hipócrita pode ser identificado como aquele para o qual o erro alheio é um pecado mortal e o mesmo, quando por ele cometido, um acidente de percurso.

Máximas roderiquianas (354) Indignação sem rebeldia é como comida insossa: sustenta, mas não satisfaz.

Máximas roderiquianas (355) A raça humana é o apêndice da Criação.

Máximas roderiquianas (356) Toda instituição educacional que trata os pais como clientes, os funcionários como vendedores e sua pedagogia como produto corre sério risco de fechar antes do próximo balancete. Os juros cobrados pela ausência de autonomia são extremamente altos.

Máximas roderiquianas (357) Nossa existência é um prefácio inacabado.

Máximas roderiquianas (358) A conivência é o excreto da covardia.

Máximas roderiquianas (359) As paredes de um útero podem ser mais sólidas que as de uma fortaleza; basta que lhe fechem a entrada.

Máximas roderiquianas (360) É incrível como a Língua Portuguesa nomeia tudo o que há de mais temerário e fatal como feminino: a Angústia, a Dor, a Morte. Mas também o que há de mais belo e inspirador: a Paixão, a Mulher, a Ideia. Ou será o contrário?

segunda-feira, 20 de maio de 2013

POR UM RESPEITO PRÁTICO AO EDUCADOR


Caros professores e professoras, companheiros de profissão, do nosso estado do Ceará, ou alhures. Peço que tenham a paciência de ler este texto na íntegra, e que façam o que é pedido ao final, caso se identifiquem e desejem fazê-lo:

Estamos todos cansados do desrespeito a que a classe vem sido submetida por anos e anos a fio. Seja no ensino público (Federal, Estadual, Municipal, uns mais outros menos) ou no privado, a remuneração dos professores em todos os níveis tem sido gradativamente defasada, sem atender os reais índices das perdas da inflação. E olhem que não me refiro a tentar repor o que nos foi tomado em eras passadas (um absurdo), falo apenas sobre os últimos 10 anos.

Como desconheço a realidade do ensino superior no momento (acredito que seja pouco diferente, se não pior) e trabalho em rede particular (sem dúvida uma das situações mais difíceis de resolver, pois mexer com interesses econômicos diretamente é provavelmente ainda pior que tratar com governos), venho aqui dizer que está passando da hora em que deveríamos nos mobilizar para um real reconhecimento de nosso valor e cobrança por atitudes práticas em nome de nossa melhoria no trabalho.

Afinal, incutiu-se na cabeça das pessoas (não acidentalmente, com certeza) que somos uma classe com um trabalho “sacerdotal”, “sacrificante”, “honrado”, e que, por possuir essas virtudes ”inalienáveis”, devemos aceitar nossa triste realidade com um sorriso orgulhoso nos lábios, para o bem da sociedade e de nossos alunos, para que eles não nos vejam como pobres coitados. E não somos, é fato. Há trabalhadores que estão em situação bem pior que a nossa no país. Tão dignos e “sacerdotais” quanto nós, e que padecem de reconhecimento de igual maneira. Mas isso não me conforma. Não aceito esse argumento para engolir goela abaixo o outro mito maliciosamente difundido nas pessoas (e mesmo entre nós, pasmem!) de que corrigir e elaborar provas todas as noites e fins de semana são os “ossos do ofício” do magistério. Nem que o sacrifico de nossos momentos familiares são coisa normal da sacrificante escolha, “regiamente recompensada” com discursos calorosos e sorteios nos eventos de Dia dos Professores.  Ou que o professor tem de ser orgulhoso, vestir-se bem, ter um carro do ano, não reclamar, para poder demonstrar que tem valor. Não que seja necessário andar maltrapilho, a pé ou “chorando miséria”, ou ainda gostando de ou espalhando piadinhas conformistas sobre nossa situação (como aquela ridiculamente famosa do assaltante que tem pena de nós). Mas não podemos também passar a impressão de que está tudo bem, quando não está. Contestação e cobrança explícita, sem nos fazermos de coitados, eis o caminho sereno e correto a seguir.

Chega! Queremos reconhecimento real! De salário, de dignidade, de estudos sérios sobre o fato de estarmos entre as profissões mais estressantes do país, quando precisamos exatamente de tranquilidade para executar a mais árdua das profissões: sedimentar ou formar todas as outras.

E existem, sim, coisas que podemos fazer: ir a câmaras, assembleias, sindicatos, exigir que se tomem providências, que o Ministério público intermedie as nossas relações com os patrões, que a imprensa denuncie e lidere uma campanha pela nossa valorização. Temos que mostrar que não somos felizes com a situação, embora entendamos que não sejamos a classe mais desfavorecida de todas. Mas nossa importância urge mudanças nas relações trabalhistas. E para todos esses locais, devemos levar uma pauta com reivindicações. Eu, pelo menos, apresento 3 sugestões de formas de valorizar nossa classe que coloco para a apreciação de vocês. Não pretendo aqui criar um motim, ou um confrontamento com direções de escolas. Mas espero, sim, que outros como eu levantem uma voz indignada e que se inspirem para que possamos, todos juntos, fazer de ideias como essas (ou outras de igual quilate) uma pauta de luta. Pelo bem de nossa categoria, e mais: pelo futuro da mesma. Não é mais possível ficarmos apaticamente reclamando dentro de salas de professores e nos acovardando diante dos que nos pagam os salários, sejam governos ou patrões.  Portanto, eis minhas ideias, pontapés iniciais, espero, de uma breve reação da classe:

1 – No campo pedagógico : O professor passa a ser funcionário de uma escola em 2 turnos, com a mesma carga horária; em um, para dar aulas, em outro para realizar atividades como elaboração e correção de provas, estudo, reciclagem, reuniões ou atendimento de alunos no contraturno e eventual substituição de um colega que necessitasse de faltar (tudo devidamente acompanhado e comprovado) . Assim, ele poderia ter suas noites e fins de semana dedicados ao sagrado lazer, companhia da família, ou simples descanso, como a esmagadora maioria da população brasileira. Isso traria benefícios para a própria escola, pois professor feliz e descansado rende muito mais para o aluno e para a instituição.

2 – No campo financeiro (possibilidade 1): Os professores passariam a receber por hora aula (inclusive a educação infantil e fundamental) o equivalente a dez por cento do valor da mensalidade paga pelos pais dos estudantes. Mesmo que os encargos trabalhistas cheguem a aumentar a despesa das escolas, não se imagina que os funcionários responsáveis pela parte mais importante e complexa do processo educacional mereçam ganhar menos que isso.

3 – No campo financeiro (possibilidade 2): Caso a possibilidade 1 não se concretize, que ao menos mude-se a nossa data-base para a mesma época do reajuste das mensalidades. Criaria-se um teto mínimo para o aumento dos professores baseado no índice da inflação anual do governo federal, e ele só poderia ser maior se a escola também reajustasse as mensalidades mais que isso. Ou seja, receberíamos um reajuste igual ao que as escolas cobram dos pais, ou, caso ela opte por fazer um reajuste menor, que tenhamos um ganho real, de acordo com a inflação. Isso estaria também associado a um plano de cargos e carreiras que premiaria a formação pessoal e o tempo de serviço do professor naquela empresa.

Se você se identificou de alguma forma lhe for conveniente, professor (a), divulgue, compartilhe com outros colegas de profissão esse texto.  É de pequenos gestos como esse que se começa uma ideia para transformar nossos anseios em realidade. Quem sabe?

Abraço, Roderic Szasz.

sábado, 18 de maio de 2013

Máximas roderiquianas 341 a 350.


Máximas roderiquianas (341) Um homem subversivo transforma mentes; mentes subversivas transformam o mundo.

Máximas roderiquianas (342) Não temas aquele que ama em demasia e faz bobagens, mas o que ama bobagens em demasia e nada faz.

Máximas roderiquianas (343) O silêncio de uma sociedade é submissão; o de uma comunidade, omissão; o de um único ser, depressão.

Máximas roderiquianas (344) A lágrima é a unidade mínima de medida da Dor.

Máximas roderiquianas (345) O professor abre a porta para que seus alunos saiam da ignorância; o educador lhes empresta a chave; o mestre lhes dá o molho.

Máximas roderiquianas (346) A maternidade, para algumas mulheres, assemelha-se a uma experiência sobrenatural em que ela sente ter entregado seu espírito a Deus e seu corpo ao Diabo.

Máximas roderiquianas (347) Para o homem solitário, o álcool é a amada (embriaga-lhe a alma); o cigarro, a amante (domina-lhe o corpo); a felicidade, a prostituta (sequer lhe encosta os lábios).

Máximas roderiquianas (348) Amar sem razão é o primeiro passo para ser vítima de abandono.

Máximas roderiquianas (349) Para corações de aço, beijos de maçarico.

Máximas roderiquianas (350) Quando a vergonha de incomodar é vencida pela necessidade de socorro, talvez, sim, seja a hora de sair de cena.