terça-feira, 24 de julho de 2012

Mês produtivo para as máximas.


Máximas roderiquianas (101) Amigo é aquele que te faz, ainda que momentaneamente, crer que ainda vale a pena sobreviver nesse planeta desprezível.

Máximas roderiquianas (102) Fica difícil admirar um mundo em que os paraísos são artificiais, raros e nocivos, enquanto os infernos são naturais, ordinários e “aceitáveis”.

Máximas roderiquianas (103) Existem dois tipos de melhores amigos: aqueles a quem você se mostra– esses são humanos – e aqueles a quem você se entrega –  a literatura, o rock e o cinema.

Máximas roderiquianas (104) Gostar da própria companhia é a única (e esfarrapada) maneira de fugir da solidão.

Máximas roderiquianas (105) Os lamentos se volatilizam no espaço que deveria ser ocupado por alguém; as dores ecoam na alma.

Máximas roderiquianas (106) Rir da própria desgraça é uma faceta das máscaras teatrais. A outra é melancolizar a paz da solitude.

Máximas roderiquianas (107) Quando pensares em retrucar uma ignorância alheia com selvageria, lembra-te: o cavaleiro monta; o cavalheirismo, este desmonta.

Máximas roderiquianas (108) Deus ousou. Jesus ousou. Os grandes sábios, desbravadores, inventores e pensadores em todas as áreas ousaram. E ainda há quem me recomende o silêncio? Às favas.

Máximas roderiquianas (109) Amar não é para qualquer um; ser amado, para quase nenhum.

Máximas roderiquianas (110) Carinho sem sexo é doce mistério; sexo sem carinho é salgada mistificação; a ausência de ambos é o amargo império da solidão.