quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Analisando o "desempenho" das máximas...

É curioso ver que as minhas "máximas" mais elogiadas ou "curtidas" são as mais chorosas, sentimentais... As realmente fortes, críticas, viscerais, nem tanto. Mas é assim que nossa sociedade funciona. Permite-se a lamentação, o choro, a demonstração pública de fraqueza, como nos filmes, músicas e livros "românticos". A crítica, o tom questionador, a imprecação, a ironia e a revolta, absolutamente primordiais não só para o desabafo, mas para a verdadeira mudança das coisas, são vistas como coisas agressivas, desagradáveis, ofensivas ou heréticas. Não que reclame de quem gosta de meus outros textos, afinal, cada um gosta do que bem entende, e eu também gosto de escrevê-los, lógico. É só uma constatação de que nossa sociedade realmente não está preparada para reagir. Só quer chorar, rsrsrs... Abraços e obrigado a todos que curtem qualquer das máximas!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Máximas 221 a 230.


Máximas roderiquianas (221) Muitas vezes o mínimo não é o suficiente, mas bem abaixo deste.

Máximas roderiquianas (222) A saudade é uma queimadura de 3º grau. Arde muito na hora, depois passa... mas a cicatriz fica.

Máximas roderiquianas (223) Não há nada mais revoltante do que assistir a uma pessoa interpretando sentir-se ofendida por algo em que ela foi a principal ofensora. É um espetáculo de cinismo, digno de ódio e vaias.

Máximas roderiquianas (224) A escala cíclica de horrores: não querer o que se deve ter; não poder o que se quer; não viver o que se poderia e não ter o que te faria viver.

Máximas roderiquianas (225) A insônia é a confissão corporal de que o dia é pequeno para um viver angustiado.

Máximas roderiquianas (226) O encanto que se causa em uma pessoa e o assombro que tal encantamento causa no outro têm algo em comum: deixam suas vidas encantadas. E não é por medo de quebrar encantos que alguém deve privar-se de viver o bem que lhe é ofertado.

Máximas roderiquianas (227) Quando chovem canivetes, o melhor guarda-chuva é uma cama elástica.

Máximas roderiquianas (228) Nenhuma grande revolução social acontecerá sem que haja redistribuição de oportunidades reais (não ilusórias). Patrimônio não é o problema. O modo de obtê-lo é que caracteriza o imperialismo econômico.

Máximas roderiquianas (229) A solidão se explica pela simples razão de que o teu defeito certo precisa encontrar a qualidade errada do outro. E as pessoas não admiram seus defeitos nem o erro alheio.

Máximas roderiquianas (230) Justiça e imperialismo são reciprocamente excludentes.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Máximas roderiquianas 211 a 220.


Máximas roderiquianas (211) Não há pior juiz, promotor ou carrasco que nossa insegurança. E nenhuma prisão é maior que nossa determinação de não falar.

Máximas roderiquianas (212) A causa mortis do encanto de uma pessoa é a falência múltipla de características vitais para o reconhecimento de seu brilho: a sinceridade, a inteligência, a humildade, a irreverência.

Máximas roderiquianas (213) Coisas ruins não são um porre. São uma ressaca. O pior não é o hoje: é o dia seguinte. O porre é bom.

Máximas roderiquianas (214) Sentimentos sem batismo normalmente são mais honestos que relações com nomes definidos, mas sem fé. Nenhum tabelião registra um coração.

Máximas roderiquianas (215) For a feeling which is forgotten, we bet a dime in a jackpot, but a chance to remake it hot is like a nice meal that lasts rotten.

Máximas roderiquianas (216) Abnegação é tudo que te faz heroico aos bons corações, e um idiota aos levianos.

Máximas roderiquianas (217) Queres saber o quanto se aproveita da raça humana? Tenta colher uvas frescas do solo e sob o sol do deserto...

Máximas roderiquianas (218) Quando a razão assola o ser, a fé implode e a fera explode.

Máximas roderiquianas (219) A impossibilidade é o alívio do delírio.

Máximas roderiquianas (220) Não existe revolução sem a morte do pretérito imperfeito. E para que seja mais-que-perfeita, só com o resgate da pretérita Arte perfeita.




MULHER, A NATUREZA TE SAÚDA


MULHER, A NATUREZA TE SAÚDA

Bem poucos notam que todos os dias
São saudações ao teu divino ser,
E que o brilho que do sol se irradia
Ergueu-se para melhor te rever.

Quase ninguém percebe como as nuvens
Buscam proteger-te da forte chama,
Se teus delicados suspiros surgem,
Quando do calor teu corpo reclama.

E se as nuvens se tornam pingos d'água,
É porque prazer querem te ofertar,
Ou arrastar todas as tuas mágoas
Ao rumo de um calmo e distante mar!

A lua sempre se renova em ti,
E ela míngua quando imitar-te almeja.
Mas está crescente ao te ver sorrir,
E se está cheia não causa incerteza...

Pois vê que a Natureza te saúda
E mesmo que os homens queiram negar,
Tu sabes que na madrugada muda
É por ti que eles estão a chorar!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

LUZ NA ESCURIDÃO (novo poema)

Já fazia muito tempo. Pois voltei a escrever um poema. Que tal? Opinem, nem que seja pra detonar, rsrs....


LUZ NA ESCURIDÃO

Se é verdade que o escuro traz o medo
Porque os homens só temem o que sentem
Já penso que no medo eles não mentem,
Pois o tempo persegue só segredos

E se na noite escura de meu ser
Eu consigo enxergar teu rosto lindo
É porque meus temores não são findos,
Mas eu não tenho mais como esconder:

Quanto mais esta treva em solidão
Insiste em me ferir e dominar,
Para uma Luz de um novo acreditar
Mais meus sonhos em ti me levarão.

Porque mesmo que saiba que não amas,
E que tudo não passa de delírio,
A treva não será mais um martírio,
Pois nos teus olhos vejo a luz, a chama.

Máximas roderiquianas: 201 a 210.



Máximas roderiquianas (201) É incrível como os mais assíduos “analistas” de Arte não são os artistas, nem os especialistas, e nem mesmo os críticos – em sua maioria, artistas frustrados. São os patrulhadores ideológicos e os ignorantes que se utilizam de todos os critérios para julgar uma obra de arte, menos o único que importa: a estética.

Máximas roderiquianas (202) A paixão é a reinvenção da insanidade; o amor, a redenção da efemeridade; a solidão, a aceitação da fatalidade.

Máximas roderiquianas (203) Somos a bússola de nossos filhos na longa jornada por borrascas tenebrosas. E eles são nossos botes salva-vidas.

Máximas roderiquianas (204) Deus é a melodia; a natureza, o instrumento; o homem, o descompasso. E é por isso que há concertos plausíveis, mas não consertos possíveis.

Máximas roderiquianas (205) Acreditar que um dia teremos um amor perfeito é como ser Quixote: recupera-se a razão, mas a melancolia jamais fenece.

Máximas roderiquianas (206) Enquanto a ironia é a arma do intelectual, o deboche é o escudo do ignorante.

Máximas roderiquianas (207) Às vezes, infelizmente, tenho a impressão de que este planeta é uma monarquia parlamentarista, em que Deus é Chefe de Estado, e Lúcifer, o de Governo.

Máximas roderiquianas (208) A possibilidade do pecado é o acelerador do ímpeto; a certeza, o freio.

Máximas roderiquianas (209) O humor sempre é bom; ruim é lidar com ele quando não estamos com paciência. Vira sarcasmo.

Máximas roderiquianas (210) Unfortunately, we never know what we should before the right time.



200 máximas!! Obrigado a quem gosta! Deixe seu comentário, se desejar...


Máximas roderiquianas (191) Não preciso ter meu nome gravado em latinhas de refrigerante. Quero tê-lo vibrando nas almas de quem me ama, pesando nas consciências de quem injustamente me julga, morrendo na memória de quem me detesta.

Máximas roderiquianas (192) A melhor maneira de internalizar um final solitário é aceitá-lo tacitamente; renovar esperanças é morrer duas vezes.

Máximas roderiquianas (193) Trata um novo amor como a uma planta: aduba o terreno com carinho; rega a semente com expectativas; fortifica as raízes com maturidade; faze as podas necessárias com o equilíbrio; mas, se daninha, arranca-a com coragem.

Máximas roderiquianas (194) A linha elástica que une a paciência às atitudes impulsivas tem um nome: delícia.

Máximas roderiquianas (195) Morrer é como dormir após muito cansaço, só que sem um maldito despertador para te lembrar que tal cansaço prosseguirá.

Máximas roderiquianas (196) Quando a vergonha de errar é menor que o desejo de ter um breve instante de alegria, cria-se um intervalo matemático entre colchetes fechados, e que pode ser batizado como “instante de devaneio silencioso”.

Máximas roderiquianas (197) A regra essencial para não causares aborrecimentos aos amigos: dá a cada um deles a justa medida de importância que eles têm em tua vida; nem mais, nem menos.

Máximas roderiquianas (198) A verdade o cinismo encobre; a mentira o tempo descobre.

Máximas roderiquianas (199) Uma pessoa percebe que é tempo de mudar seu modo de ver a vida quando, em nome da boa convivência, ela tolera quase tudo e, em troca, recebe quase nenhuma tolerância.

Máximas roderiquianas (200) A ausência de sexo é administrável; a de amor, sublimável; a de carinho, insuportável.