quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

E as máximas roderiquianas continuam...

Máximas roderiquianas (31): Apogeu e queda dos relacionamentos em 3 coordenadas: A paixão seduz, o amor relaxa, o ódio goza.

Máximas roderiquianas (32): Existem dois tipos de silêncio: o dos sábios, que refletem e assimilam; ou o dos medrosos, que omitem e transferem responsabilidades. O que os separa é tão somente o tempo gasto até a expressão da ideia.

Máximas roderiquianas (33): A esperança é uma praga infame que o demônio coloca no coração do homem com a única finalidade de aumentar a nossa frustração (e suas gargalhadas), quando o inevitável fracasso se apresenta.

Máximas roderiquianas (34): Sobre histórias de amor frustradas: conviver às vezes é ruim, reviver normalmente é péssimo; sobreviver sempre é bom.

Máximas roderiquianas (35): O que fazer com um coração que virou pedra, de tão sofrido e embrutecido pelas frustrações? Ora, só temos duas coisas a fazer com uma pedra: jogá-la em alguém e machucar o outro, ou fazê-la juntar-se a outra pedra e construir algo novo.


Máximas roderiquianas (36): Sobre a busca por alguém que nos apaixone, é tudo uma questão de Educação (nem sempre Física): ao dizer que os opostos se atraem, a Física errou; melhor fez a Matemática que diz que negativo com negativo gera o positivo. Nos extremos geográficos do planeta, os polos são opostos, e entre eles há toda a Química dos seres em biológica existência.
Sim, temos de encontrar alguém parecido conosco, com Arte e em qualquer Língua. O resto é História. E como qualquer história, a redação às vezes é boa, às vezes ruim.

Máximas roderiquianas (37): A paciência é a nobre arte de conformar-se em ser o último a usufruir das coisas boas da vida. Caso não se morra antes, claro.


Máximas roderiquianas (38): Agora entendi! É tudo uma questão de mitologia: doenças sexuais - ou do amor- são venéreas (Vênus); trabalhos difíceis são hercúleos (Hércules); coisas tentadoras são afrodisíacas (Afrodite); festas orgíacas são bacanais (Baco); pessoas tediosas são morféticas (Morfeu). Pois há mulheres tantálicas: quando você pensa que pode chegar perto delas, elas te levam ao suplício.


Máximas roderiquianas (39): Queres que o gramado floresça? Arranca as ervas daninhas, pela raiz. Se nada florescer, culparás o clima. Queres vencer ao temor? Inibe-o ao nascer. Se ele ainda persistir, atribuirás tal fato a teus traumas. Queres ser feliz? Mata a esperança, ao nascer. Se nada acontecer, nada terás esperado. Aquele que sonha padece do mal da decepção. Não chorarás, se não sorrires com qualquer expectativa.


Máximas roderiquianas (40) Deus fez o mundo em sete dias. Brás Cubas o refez em 6. Eu desfiz o meu ao nascer.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Máximas roderiquianas (11) Você não quer correr riscos de criar expectativas e vê-las desaparecer? Ou teme sentir-se culpado por tentar fazê-las sumir? Aprenda com a natureza. Faça a poda da árvore das esperanças. Ela para de dar frutos, mas suas raízes permanecem. Quem sabe, um dia, eles voltem.


Máximas roderiquianas (12): No Dia de Finados, minhas vivas lembranças aos que findaram.


Máximas roderiquianas (13): Os ditados populares e o silogismo aristotélico: "A preguiça é a mãe de todos os vícios" e "Quem espera sempre alcança". Então... A preguiça é a avó de suas realizações futuras??!!???!


Máximas roderiquianas (14) Ser só é bom; estar só, nem tanto. O mesmo se aplica se invertermos os verbos.


Máximas roderiquianas (15) Se um parente te vira as costas, tu ficas mal. Se um amor te vira as costas, tu ficas doente. Se um amigo te vira as costas, tu entras em coma existencial.



Máximas roderiquianas (17): Se passas a vida a criar ovelhas, não espera bondade dos predadores, nem mesmo dos domésticos.


Máximas roderiquianas (18): O tempo passa, voa, mas no fundo somos crianças sonhadoras que tomam eletrochoque de realidade todos os dias, para lembrarmos que nosso "mestre" Peter Deus Pan mora na Terra do Nunca, e nós na Terra do Quase.


Máximas roderiquianas (19): Só há uma atitude pior do que alguém julgar os outros pelo que não sabe; é querer consertar o que não sabe.


Máximas roderiquianas (20) Ainda bem que a esperança é como vento: surge como uma brisa, vira uma ventania, então vem a realidade e o abafa, antes que vire furacão, passe e deixe apenas o rastro de destruição.








Eu resolvi colocar aqui, mais uma vez (já estão no facebook), minhas máximas roderiquianas. Além de poder visualizá-las em bloco (postarei de 10 em 10), fica como um "arquivo de segurança". Sabe-se lá se o face desaparece, né?

Comecemos, pois:

Máximas roderiquianas (1): O grande mal dos egoístas bem intencionados é que quando maltratam os outros, ao invés de cuidarem e procurarem consertar os erros, preferem fugir, pra esquecer que erraram. Se os olhos não veem e os ouvidos não escutam, a consciência não dói.


Máximas roderiquianas (2): A visão de mundo dos infantes é em preto-e-branco; a das crianças, colorida; a dos adolescentes, multicolorida; a dos adultos, negra; a dos idosos, turva; a dos mortos, aliviada.


Máximas roderiquianas (3): Às crianças, boa diversão em seu dia. Aos sensatos, bom feriado.


Máximas roderiquianas (4): O silêncio é prudente, quando estamos mal; e covarde, quando estamos bem.


Máximas roderiquianas (5): A idade traz a chatice; a maturidade, a constatação de que é melhor assim.


Máximas roderiquianas (6): Steve Jobs = money; Roderic Jobs = work



Máximas roderiquianas (7): Só há uma coisa pior que sofrer pela dor que te causaram: é sofreres pela dor que causaste.


Máximas roderiquianas (8): Falar a verdade é a única arma possível no combate diário em busca da felicidade. Mas, como em toda guerra, existem baixas em ambos os lados.


Máximas roderiquianas (9): The effective SYSTEM OF A DOWN in this world is easy to get: we should feel RAGE AGAINST THE MACHINE and ACCEPT that THE CURE for this stupid civilization is to open THE DOORS of our SIMPLE MINDS and defeat the SCORPIONS of this society with our QUIET RIOT. Remember: We must have FAITH NO MORE. Don't waste TEARS FOR FEARS.



Máximas roderiquianas (10): O que a esperança constrói, a verdade destrói.


















segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

angustia cotidiana: RESSURREIÇÃO?

angustia cotidiana: RESSURREIÇÃO?

RESSURREIÇÃO?

Segundo dia de 2012. Praticamente 4 anos e meio depois, retomo meu blog. Crédito para Jéssica Ferreira. Ela nem o sabe, mas seu convite para eu ler o dela me "obrigou" a redescobrir o meu, já esquecido e abandonado. Um prazer encontrar os textos dela, mas que me trouxe mais que prazer. Trouxe um desejo de voltar utilizar esse instrumento. Espero que depois eu me lembre como reencontrar minha página. De qualquer forma, tentarei aqui resgatar a ideia original. Falar de tudo um pouco, sobre este irreal mundo real ou não, resgatar meus textos nunca publicados... verei o que fazer. Este texto é um agradecimento a Jéssica e uma tentativa de ressurreição. Quem sabe consigo. Se não... Até daqui a tantos outros anos, aí.