sábado, 17 de novembro de 2012

De amizades e loucura...




Esse mundo é muito louco. E eu não gosto dele às vezes. Vejam só: o que se espera dos amigos? Amizade. Preferência. Solidariedade. Confidência. Fidelidade. Sim, talvez esse não seja o certo. Talvez o certo fosse não termos ciúmes e não ligarmos quando uma pessoa amiga não tem cabeça (normal, afinal, há momentos em que todos precisamos de nós mesmos, e só) para nós, mas aceita que outra pessoa (normalmente uma que nos detesta) tente “roubá-la” de nós. Ou que achássemos que tanto faz perder uma grande amizade ou não. Talvez devêssemos ser  frios, metódicos, indiferentes. E, mesmo quando involuntária, diante da agressão, déssemos de ombros e oferecêssemos a outra face. Confesso minha inabilidade em imitar Cristo. Talvez eu seja mesquinho em achar que meus grandes amigos são pessoas por quem luto por manter, mesmo abrindo mão de ideias e conceitos meus, em nome da preservação de uma relação harmônica. Porque aceitar o outro não é abrir mão de si mesmo. Mas se há algo entre os dois que se choca frontalmente, ambos tem de ceder. Ou não é isso? Talvez também necessitássemos de  imaginar que grandes amigos não devessem nos honrar, ou aceitar que outros nos denegrissem a imagem, mesmo com silêncios absurdos ou calúnias declaradas, não importa. Não, não estou errado. É que às vezes nossos amigos, mesmo os melhores, falham. E é na falha deles que devemos encontrar forças para amá-los ainda mais. Porque quando eles acharem que não valemos a coragem de dizer não ao inimigo, ou quando acharem que nossa amizade é indiferente, é nessa força que temos pra não chorar que resgatamos o maior amigo: nós mesmos. E quando nos amamos mais, nós os amamos mais também. Mesmo que eles não tenham a mesma perspicácia ou não te deem a mesma importância que damos a eles. Certo. Seremos fortes. Estamos corretos. Um dia, eles poderão até perceber que o que nos uniu e une é divino, pois amigos não precisam de certidões. Estamos corretos. Mas isso não nos impede de lamentar... e chorar.