sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Uma noite dos infernos.
Cansado de ter de me virar em 10 entre profissional, dono de casa e deprimido solitário. E o pior: não posso ou não consigo me livrar de nenhuma dessas atividades. Energia oscila, gás acaba na hora em que vou comer, a casa no escuro e eu me sentindo terrivelmente só. Foi uma noite pra esquecer, mas isso também não posso (tenho sempre de me lembrar que não posso me empolgar com NADA) e não consigo (acho que só me livro da tal depressão porque a Arte me dá alegria - mas como ontem não pude ler, ouvir, ver nada...). Para terminar, à meia-noite me lembrei que 31 de agosto seria o aniversário de meu saudoso pai, se estivesse vivo.
Queria beber muito pra amenizar a angústia que vivi a noite passada, mas tenho que corrigir e elaborar as provas que as escolas insistem em querer urgência todas ao mesmo tempo. E o pior: sei que não vaid ar tempo de fazer tudo. Queria chorar no ombro de alguém, mas meus amigos não gosto de incomodar - até porque muitos acham que eu dramatizo - e não tenho um amor pra compartilhar a angústia existencial ou as dificuldades diárias. Queria me distrair com Arte pra esquecer tudo, mas a oscilação de energia me impediu.... Chorei na escuridão.
Pai, é teu aniversário. Mas me dá um presente? Leva-me pra junto de ti...
domingo, 26 de agosto de 2012
Máximas roderiquianas: 121 a 130
Máximas roderiquianas (121) O desencontro do amor não está no platonismo masculino, mas no nietzschianismo feminismo: elas querem um super-homem.
Máximas roderiquianas (122) Sonho com seus beijos e versos a 4 mãos. A realidade me chama com um lindo sorriso fraternal e a certeza de que há versos que é melhor não escrever. Sonetos sonhados são menos doloridos que emendas efetivas, mesmo que afetivas.
Máximas roderiquianas (123) A verdade conjuncional: você é perfeita, pois sensível; e linda, ou total; mas inatingível, portanto lágrimas.
Máximas roderiquianas (124) Não cries rancor dentro de tua casa. Retira-o da sala de estar, encoleira-o, conduze-o ao quintal. Ali, alimenta-o e acalenta-o com ardor. Um dia, quando ele já estiver bem odioso, dele precisarás para investi-lo contra aqueles que te arrombaram a porta de casa para assaltar-te a alma.
Máximas roderiquianas (125) O isolamento é a melhor cura para a esperança.
Máximas roderiquianas (126) Entre a desistência covarde e a renúncia inteligente existe apenas um obstáculo: a adaptação.
Máximas roderiquianas (127) Não temo a morte, mas a dor. Se um anjo viesse até a mim avisar que eu iria falecer naquela noite, durante o sono, minha única reação seria perguntar: “Vai doer?”
Máximas roderiquianas (128) Um sorriso, uma palavra doce, uma batida mais acelerada de coração. Por um instantinho, suspiro. A seguir, a mensagem cerebral: "Deixe de ilusão, a moça só é simpática". Ainda bem que o mundo me vacinou contra esperanças vãs...
Máximas roderiquianas (129) Os modismos modernos aborrecem. Mas seus seguidores posando de intelectuais ou achincalhando a Arte e a Língua de valor é o que mais irrita. Para eles, o Bom é ultrapassado e o Belo, patético.
Máximas roderiquianas (130) Paixões vêm e vão. Amores fincam e ferem.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
ALGO RARO
Eu, que sou tão crítico e pessimista sobre minha pessoa, às vezes me surpreendo e encontro algo de bom. Descobri que o rancor não faz parte de mim quando a mágoa veio, no passado, de pessoas que são boas. Não torço contra elas, não me regozijo com a dor alheia. Não sou revanchista. Mas só com as pessoas que são realmente humanas, mesmo tendo falhado comigo. Também não sou otário. Se são malignas, que se danem e sofram. Então... acabo de descobrir algo raro em mim: uma virtude... o perdão. Não resolve meus problemas, mas dá uma noite de consciência tranquila e uma certa "paz". É, acho que hoje durmo cedo e satisfeito comigo, só pra variar... Mas não se animem. Amanhã volto a ser o chato, insuportável e derrotado de sempre... A solidão é maior que a paz.
domingo, 12 de agosto de 2012
OS DIAS DE TODOS OS PAIS (EM 4 ATOS)
PRIMEIRO ATO - MEU PAI
Meu pai eu o perdi há 27 anos. Se ele fosse vivo, completaria 111 anos em 31 de agosto próximo. Porque ainda conto os anos? Porque em minha mente adolescente meu super-herói jamais seria tirado de mim. Super-herói, sim, indestrutível, mentor intelectual, mestre, psicólogo, curandeiro, nutricionista, professor, guru e, quando necessário, carcereiro. Carcereiro de meus ímpetos, devaneios juvenis e momentos non-sense. Lembro de uma noite, aos meus 10 anos, em que tive uma dor de ouvido monstruosa. E de minha mãe falar que a única farmácia aberta 24 horas ficava no centro da cidade a uns 30 quarteirões dali. Ainda os chamei para dizer que a dor havia passado. Mas meu pai notou meu sacrifício, beijou minha testa, disse "já venho" e partiu para o dele. Cerca de duas horas mais tarde, alta madrugada, ele chegava com as gotas na mão. E no corpo também, Chovia torrencialmente. Meu pai fazia tudo tão certo que, mesmo sem saber, fazia-me bem. Sua morte, tão dolorosa para mim, aos meus 15 anos, por incrível que pareça, chegou na idade certa para eu me rebelar, virar gótico, fã de rock'n'roll e meio depressivo. Imaginem ser tudo isso hoje, depois dos 40? Rebelde tardio, gótico em tempos não-recomendáveis de se andar à noite - como pernoitar no São joão Batista nos dias de hoje? - , roqueiro de bandas pífias. Não... ele tinha de morrer nos anos 80. Sábia morte, mesmo involuntária.
SEGUNDO ATO - EU, PAI VIVO.
Uma coisa sobre a qual eu sempre pensei foi no peso de carregar-se o nome de alguém com o adendo "Filho" ou "Neto". Pensem na responsabilidade de ser a continuação de tudo o que o nome de um bom pai representa! Agradeço a ele esta sábia decisão: não fui "Filho". Nem fiz isso aos meus. Talvez para eles o problema fosse outro: não carregar as correntes de meus erros. Fui e sou um pai apenas razoável. As circunstâncias dos momentos conturbados nos relacionamentos que tive me levaram a ausentar-me de casa antes que meus filhos tivessem consciência da vida. Primeiro, Iasmyne. O que de bom pude dar a ela foi o suor que me foi devidamente cobrado, quando o salário reduzia. Cada dia em que a fome quis me vencer por algumas horas era compensado com a constatação de que ela vivia dignamente, apesar das dificuldades. E também dei-lhe uns bons genes para o estudo e a atitude firme. É pouco, eu sei... Mas o amor, esse não tem limite. Por Emanuel, que nasceu de meu coração, mas não de meu sangue, pude ocasionalmente repetir o que foi feito por mim, mormente na adoção, simbolicamente numa caminhada menor (cerca de 12 quarteirões), sem chuva mas com igual disponibilidade em nome da medicação. E ainda sobrou amor. Esse a quem dedico a meus alunos, todos filhos queridos.
TERCEIRO ATO - EU, PAI MORTO
Entre os dois filhos registrados, perdi Ícaro. Sei que aqueles que me leem agora e perderam um filho sabem que não há dor maior. Prematuro, finado em poucos dias, ensinou-me também muitas coisas. Entre elas, que a violência da quebra da sequencia lógica e temporalidade de quem morre primeiro nos deixa confusos, doentes e... fortes, por mais estranho que tal coisa pareça. E ele levou levou o restinho das sensações de amor que me sobraram, dentro de seu caixãozinho, que mais parecia uma urna com as cinzas de meu próprio cadáver.
QUARTO ATO - O PAI DOS PAIS
As cortinas um dia se fecharão quando, no alto, eu reencontrarei meu pai, Ícaro e o Pai dos Pais. Se lá não me for permitido ficar, já terei vivido meu paraíso na Terra: amei todos os meus filhos.
Meu pai eu o perdi há 27 anos. Se ele fosse vivo, completaria 111 anos em 31 de agosto próximo. Porque ainda conto os anos? Porque em minha mente adolescente meu super-herói jamais seria tirado de mim. Super-herói, sim, indestrutível, mentor intelectual, mestre, psicólogo, curandeiro, nutricionista, professor, guru e, quando necessário, carcereiro. Carcereiro de meus ímpetos, devaneios juvenis e momentos non-sense. Lembro de uma noite, aos meus 10 anos, em que tive uma dor de ouvido monstruosa. E de minha mãe falar que a única farmácia aberta 24 horas ficava no centro da cidade a uns 30 quarteirões dali. Ainda os chamei para dizer que a dor havia passado. Mas meu pai notou meu sacrifício, beijou minha testa, disse "já venho" e partiu para o dele. Cerca de duas horas mais tarde, alta madrugada, ele chegava com as gotas na mão. E no corpo também, Chovia torrencialmente. Meu pai fazia tudo tão certo que, mesmo sem saber, fazia-me bem. Sua morte, tão dolorosa para mim, aos meus 15 anos, por incrível que pareça, chegou na idade certa para eu me rebelar, virar gótico, fã de rock'n'roll e meio depressivo. Imaginem ser tudo isso hoje, depois dos 40? Rebelde tardio, gótico em tempos não-recomendáveis de se andar à noite - como pernoitar no São joão Batista nos dias de hoje? - , roqueiro de bandas pífias. Não... ele tinha de morrer nos anos 80. Sábia morte, mesmo involuntária.
SEGUNDO ATO - EU, PAI VIVO.
Uma coisa sobre a qual eu sempre pensei foi no peso de carregar-se o nome de alguém com o adendo "Filho" ou "Neto". Pensem na responsabilidade de ser a continuação de tudo o que o nome de um bom pai representa! Agradeço a ele esta sábia decisão: não fui "Filho". Nem fiz isso aos meus. Talvez para eles o problema fosse outro: não carregar as correntes de meus erros. Fui e sou um pai apenas razoável. As circunstâncias dos momentos conturbados nos relacionamentos que tive me levaram a ausentar-me de casa antes que meus filhos tivessem consciência da vida. Primeiro, Iasmyne. O que de bom pude dar a ela foi o suor que me foi devidamente cobrado, quando o salário reduzia. Cada dia em que a fome quis me vencer por algumas horas era compensado com a constatação de que ela vivia dignamente, apesar das dificuldades. E também dei-lhe uns bons genes para o estudo e a atitude firme. É pouco, eu sei... Mas o amor, esse não tem limite. Por Emanuel, que nasceu de meu coração, mas não de meu sangue, pude ocasionalmente repetir o que foi feito por mim, mormente na adoção, simbolicamente numa caminhada menor (cerca de 12 quarteirões), sem chuva mas com igual disponibilidade em nome da medicação. E ainda sobrou amor. Esse a quem dedico a meus alunos, todos filhos queridos.
TERCEIRO ATO - EU, PAI MORTO
Entre os dois filhos registrados, perdi Ícaro. Sei que aqueles que me leem agora e perderam um filho sabem que não há dor maior. Prematuro, finado em poucos dias, ensinou-me também muitas coisas. Entre elas, que a violência da quebra da sequencia lógica e temporalidade de quem morre primeiro nos deixa confusos, doentes e... fortes, por mais estranho que tal coisa pareça. E ele levou levou o restinho das sensações de amor que me sobraram, dentro de seu caixãozinho, que mais parecia uma urna com as cinzas de meu próprio cadáver.
QUARTO ATO - O PAI DOS PAIS
As cortinas um dia se fecharão quando, no alto, eu reencontrarei meu pai, Ícaro e o Pai dos Pais. Se lá não me for permitido ficar, já terei vivido meu paraíso na Terra: amei todos os meus filhos.
sábado, 11 de agosto de 2012
"O país que joga com as mãos"? Tá bom...
Ok, ok. É impossível não se emocionar com a forma pela qual as meninas do vôlei foram campeãs. Classificando no apagar das luzes, virando espetacularmente contra a Rússia, escapando de um choque emocional do primeiro set contra as americanas, hoje. Lindas, perfeitas, raçudas.
Também está certo que a seleção de futebol, como sempre, abusou do salto alto, e voltou a decepcionar, não conquistando o ouro. Eles têm muito a aprender com a garra e humildade dos atletas de vôlei e de outros esportes. Aliás, nem é mais novidade.
Agora, dá raiva ver umas postagens das pessoas nas redes sociais. "Brasil, o país dos esportes com as mãos" etc etc. Ah, papo furado. Quantos de vocês, que postaram ou curtiram esse tipo de coisa, saem de casa para assistir campeonatos nacionais ou mesmo locais de vôlei, basquete ou handball? Inclusive, sem citar nomes, há muitos que são "doentes" por seus times de coração. Só veem esses esportes na época dos Jogos Olímpicos.
A verdade é uma só: o problema não é o futebol. É a seleção brasileira. Nós amamos nossos clubes, mas não temos identificação com a seleção como antigamente, quando esta não "roubava" nossos jogadores durante as competições. Eu mesmo, por exemplo, sou réu confesso: torci para o Brasil cair fora cedo, pois queria que Leandro Damião voltasse logo pro Inter. Só torci pelo time de Mano Menezes a partir das semifinais, porque aí não daria tempo de Damião voltar mais cedo mesmo.
Portanto, larguem de besteira. O Brasil é o país do futebol, SIM. O que não impede que admiremos outros esportes e atletas das mais variadas modalidades (inclusive aquelas que todo mundo vira expert a respeito só depois que o Brasil fatura um bronzezinho suado, sem nenhum patrocínio ou torcedores). A crítica deve existir e sempre é válida, mas vamos ter bom senso. Só pode falar mal do futebol quem realmente não gosta dele, nem na época de Copa do Mundo.
Em tempo: Será que devo dizer "ainda bem" porque nosso pugilista ficou só com a prata? Seria mais um a ganhar uma medalha dourada "com as mãos", e outro prato cheio para os detratores do maior esporte nacional... Hum, não. Torci por ele, apesar de tudo. Pena que não deu.
Meu lado B...
Dia desses assisti, maravilhado, a um filme que tinha ganhado de presente havia uns 3 anos e o qual ainda não tinha visto: "Encarnação do Demônio", o filme de 2008 de Zé do Caixão, que encerrava a trilogia iniciada por "À meia-noite levarei sua alma" (1964) e "Esta noite encarnarei em teu cadáver" (1967). E me peguei comentando comigo mesmo como gosto dessas produções ditas "B". De súbito, percebi que quase tudo de que gosto no campo artístico é meio "B". E não desvalorizo os grandiosos. É apenas uma questão de gosto... Senão vejamos...
CINEMA/TV
- Prefiro filmes "B" a megaproduções; os enredos são bem melhores.
- Prefiro atores menos badalados como Anthony Hopkins, David Niven e o próprio Zé do Caixão a outros como Leonardo di Caprio, Clark Gable ou Lima Duarte.
- Prefiro Tim Burton a Steven Spielberg.
- Prefiro desenhos animados como "A corrida maluca" e "Pegue o pombo" a animações da Disney (pra falar a verdade, muitos vão me criticar com bravura, mas detesto todos esses longa-metragens de animação, exceto "A noiva-cadáver").
MÚSICA
- Prefiro baixo a guitarra.
- Prefiro violoncelo a violino.
- Prefiro blues ao jazz (insuportável virtuosismo meramente técnico).
- Prefiro Accept a Led Zeppelin.
- Prefiro Faith No More a Oasis.
- Prefiro The Cure e Bauhaus a U2 e Beatles (milhões de anos-luz de diferença).
- Prefiro Biquini Cavadão e Camisa de Vênus a Legião Urbana e Paralamas.
LITERATURA
- Prefiro Simbolismo a Romantismo.
- Prefiro Augusto dos Anjos e Poe a Drummond e Hemingway.
- Alguém vai lembrar: "E o Machado? É do primeiro escalão!" Verdade. Mas se colocarmos no mesmo patamar, prefiro o velho carioca a Shakespeare, outro gigante de igual porte, por exemplo, mas do Lado B da Literatura Mundial.
E aí cheguei à conclusão de que sou assim, mesmo: gosto mais daquilo que poucos gostam. Opção? Fetiche? Gosto em ser excêntrico? Não, natureza... A mesma natureza que me impede de tomar caminhos ditos "normais" em relacionamentos, profissão, sobrevivência...
E sabem do pior? (Ou não...)
Adoro tudo isso.
-
CINEMA/TV
- Prefiro filmes "B" a megaproduções; os enredos são bem melhores.
- Prefiro atores menos badalados como Anthony Hopkins, David Niven e o próprio Zé do Caixão a outros como Leonardo di Caprio, Clark Gable ou Lima Duarte.
- Prefiro Tim Burton a Steven Spielberg.
- Prefiro desenhos animados como "A corrida maluca" e "Pegue o pombo" a animações da Disney (pra falar a verdade, muitos vão me criticar com bravura, mas detesto todos esses longa-metragens de animação, exceto "A noiva-cadáver").
MÚSICA
- Prefiro baixo a guitarra.
- Prefiro violoncelo a violino.
- Prefiro blues ao jazz (insuportável virtuosismo meramente técnico).
- Prefiro Accept a Led Zeppelin.
- Prefiro Faith No More a Oasis.
- Prefiro The Cure e Bauhaus a U2 e Beatles (milhões de anos-luz de diferença).
- Prefiro Biquini Cavadão e Camisa de Vênus a Legião Urbana e Paralamas.
LITERATURA
- Prefiro Simbolismo a Romantismo.
- Prefiro Augusto dos Anjos e Poe a Drummond e Hemingway.
- Alguém vai lembrar: "E o Machado? É do primeiro escalão!" Verdade. Mas se colocarmos no mesmo patamar, prefiro o velho carioca a Shakespeare, outro gigante de igual porte, por exemplo, mas do Lado B da Literatura Mundial.
E aí cheguei à conclusão de que sou assim, mesmo: gosto mais daquilo que poucos gostam. Opção? Fetiche? Gosto em ser excêntrico? Não, natureza... A mesma natureza que me impede de tomar caminhos ditos "normais" em relacionamentos, profissão, sobrevivência...
E sabem do pior? (Ou não...)
Adoro tudo isso.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Hierarquia do sorriso nos Jogos Olímpicos...
Os Jogos Olímpicos vão chegando ao fim e eu descobri algumas coisas que me fizeram rir, de formas variadas... Resolvi fazer uma escala gradual, de acordo com o nível de sorriso...
1 - Ver o surpreendente desempenho (na fase inicial) e a angústia do confronto com a realidade cruel (que temos muito a evoluir) na nossa equipe de handball feminino. SORRISO TRISTE.
2 - Como perder no vôlei de praia para um país que mal tem praias? SORRISO IRÔNICO.
3 - Ver uma garota que nunca saiu do Piauí ganhar uma medalha olímpica, contradizendo a hipótese de que só preparação de ponta (leia-se no Sudeste ou fora do país) ganha títulos. É preciso mais, é preciso coração, como teve essa garota. SORRISO EMOCIONADO.
4 - Ver Usain Bolt fazendo sinal de "silêncio" para os que dele desacreditavam enquanto cruzava a linha de chegada dos 200 metros. SORRISO ABERTO.
5 - Ouvir a tentativa de narradores lerem nomes de equipes asiáticas com 8 ou mais componentes (a equipe de nado sincronizado chinês, por exemplo), em curto espaço de tempo. GARGALHADA.
6 - Ver a Rede Globo se obrigar a colocar o nome de um de seu principal rival-desafeto no mercado para exibir mínimas imagens dos Jogos e saber que ela torcerá contra o futebol olímpico, só porque seria um "absurdo" eles não poderem transmitir esse momento tão esperado pelo país do futebol... NEM SACO DE RISADAS SUPERA.
1 - Ver o surpreendente desempenho (na fase inicial) e a angústia do confronto com a realidade cruel (que temos muito a evoluir) na nossa equipe de handball feminino. SORRISO TRISTE.
2 - Como perder no vôlei de praia para um país que mal tem praias? SORRISO IRÔNICO.
3 - Ver uma garota que nunca saiu do Piauí ganhar uma medalha olímpica, contradizendo a hipótese de que só preparação de ponta (leia-se no Sudeste ou fora do país) ganha títulos. É preciso mais, é preciso coração, como teve essa garota. SORRISO EMOCIONADO.
4 - Ver Usain Bolt fazendo sinal de "silêncio" para os que dele desacreditavam enquanto cruzava a linha de chegada dos 200 metros. SORRISO ABERTO.
5 - Ouvir a tentativa de narradores lerem nomes de equipes asiáticas com 8 ou mais componentes (a equipe de nado sincronizado chinês, por exemplo), em curto espaço de tempo. GARGALHADA.
6 - Ver a Rede Globo se obrigar a colocar o nome de um de seu principal rival-desafeto no mercado para exibir mínimas imagens dos Jogos e saber que ela torcerá contra o futebol olímpico, só porque seria um "absurdo" eles não poderem transmitir esse momento tão esperado pelo país do futebol... NEM SACO DE RISADAS SUPERA.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Mais máximas.
Máximas roderiquianas (111) Observando o comportamento dos que se expõem com tranqüilidade ao mundo pude constatar que meus desejos mais vis, para eles, não passam de sonhos pueris. Terei eu perdido o parâmetro ou eles a decência?
Máximas roderiquianas (112) Certas mulheres não têm voz, transpiram doçura; não têm olhar, exalam inteligência; não têm cheiro, ecoam confiança.
Máximas roderiquianas (113) Eu muito desejaria lidar com a maravilhosa alquimia das mulheres interessantes. Mas embora os meigos coelhos despertem curiosidade e carinho, são os mágicos trapaceiros que lhes atraem.
Máximas roderiquianas (114) Para aquele que nunca fez nada certo, nada é tão errado que não possa ficar ainda mais perdido.
Máximas roderiquianas (115) Ações sem ideias são uma burrice; ideias sem ações são mesmice; ideias com ações são uma crendice.
Máximas roderiquianas (116) O ecletismo é a mediocridade com aparência de bom moço.
Máximas roderiquianas (117) Há lembranças sobre as quais o coração diz “Não quero”, a razão diz “Não devo” e a alma dolorida simplesmente reclama: “Por quê?”
Máximas roderiquianas (118) A vida é pirataria. Quando perdemos a bússola (razão), guiamo-nos pelas estrelas (Deus), mas as possibilidades de naufrágio (sonhos) e os furacões (desespero) ofuscam os astros, desviam-nos da rota (Paz). Só então descobrimos que o tesouro (Felicidade) está numa ilha perdida (destino), e que o mapa (desejo) em nossas mãos (atitudes) de nada valeu. Estaremos sempre à deriva (Dor).
Máximas roderiquianas (119) Se pagasse 10 centavos por cada dia em que quis sumir, estaria endividado. Se ganhasse 2 em cada um em que o mereci, pagaria a dívida.
Máximas roderiquianas (120) Não preciso de mulheres para viver. Só preciso de uma, que me amasse como sou, para morrer em paz.
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