sábado, 18 de maio de 2013

Máximas roderiquianas 341 a 350.


Máximas roderiquianas (341) Um homem subversivo transforma mentes; mentes subversivas transformam o mundo.

Máximas roderiquianas (342) Não temas aquele que ama em demasia e faz bobagens, mas o que ama bobagens em demasia e nada faz.

Máximas roderiquianas (343) O silêncio de uma sociedade é submissão; o de uma comunidade, omissão; o de um único ser, depressão.

Máximas roderiquianas (344) A lágrima é a unidade mínima de medida da Dor.

Máximas roderiquianas (345) O professor abre a porta para que seus alunos saiam da ignorância; o educador lhes empresta a chave; o mestre lhes dá o molho.

Máximas roderiquianas (346) A maternidade, para algumas mulheres, assemelha-se a uma experiência sobrenatural em que ela sente ter entregado seu espírito a Deus e seu corpo ao Diabo.

Máximas roderiquianas (347) Para o homem solitário, o álcool é a amada (embriaga-lhe a alma); o cigarro, a amante (domina-lhe o corpo); a felicidade, a prostituta (sequer lhe encosta os lábios).

Máximas roderiquianas (348) Amar sem razão é o primeiro passo para ser vítima de abandono.

Máximas roderiquianas (349) Para corações de aço, beijos de maçarico.

Máximas roderiquianas (350) Quando a vergonha de incomodar é vencida pela necessidade de socorro, talvez, sim, seja a hora de sair de cena.

Meu filho Emanuel. Sei que você ainda não lê o suficiente para entender esse texto. E ainda assim, não sei se entenderia a dimensão a que ele se propõe. Hoje, 18 de maio, mas há 6 anos, você apareceu neste mundo para fazer de minha existência algo com mais sentido. Ao lado de sua irmã, Iasmyne, tornou-se a maior razão de viver de teu pai. Teu sorriso, jeito cativante (e até danadinho – ou será por isso mesmo?), tua alegria de criança feliz e esperta, tudo isso faz de meu amanhecer um motivo de querer ir todos os dias te ver. Não é possível, é pena. Mas saiba que todas as manhãs, mesmo de longe, teu pai te pede e dá o beijo de sempre. Aquele beijinho molhado de quem tem sede de traquinar, pular, correr e, às vezes, exagerar na dose. Você é maravilhosamente engraçado, até quando fica emburrado. E se leva uma dura do “amigãozão” aqui (como você maliciosamente chama o “papai-elefante”), percebe-se um choro de quem quer muito a vida e seus momentos. Não chore, filho. Deixe isso para o pápi quando este, sofrendo, diz que “hoje não dá pro meu papaizinho ir lá em casa”. Mas quando vem...  ah!! É computador, Slash, rock’n’roll... E antes de ir embora aquele olhar curioso, procurando o próximo troféu para levar consigo, qualquer treco velho do papai vira brinquedo... vitrola, radinho de pilha, disco de vinil... E o pai aqui, sem nenhum remorso, te entrega todo o passado dele, pra que você brinque o presente e lembre de mim com alegria no futuro...

Feliz aniversário, Manu. Te amo.