Meu filho Emanuel. Sei que você ainda não lê o suficiente
para entender esse texto. E ainda assim, não sei se entenderia a dimensão a que
ele se propõe. Hoje, 18 de maio, mas há 6 anos, você apareceu neste mundo para
fazer de minha existência algo com mais sentido. Ao lado de sua irmã, Iasmyne,
tornou-se a maior razão de viver de teu pai. Teu sorriso, jeito cativante (e
até danadinho – ou será por isso mesmo?), tua alegria de criança feliz e
esperta, tudo isso faz de meu amanhecer um motivo de querer ir todos os dias te
ver. Não é possível, é pena. Mas saiba que todas as manhãs, mesmo de longe, teu
pai te pede e dá o beijo de sempre. Aquele beijinho molhado de quem tem sede de
traquinar, pular, correr e, às vezes, exagerar na dose. Você é maravilhosamente
engraçado, até quando fica emburrado. E se leva uma dura do “amigãozão” aqui
(como você maliciosamente chama o “papai-elefante”), percebe-se um choro de
quem quer muito a vida e seus momentos. Não chore, filho. Deixe isso para o pápi
quando este, sofrendo, diz que “hoje não dá pro meu papaizinho ir lá em casa”.
Mas quando vem... ah!! É computador,
Slash, rock’n’roll... E antes de ir embora aquele olhar curioso, procurando o próximo
troféu para levar consigo, qualquer treco velho do papai vira brinquedo...
vitrola, radinho de pilha, disco de vinil... E o pai aqui, sem nenhum remorso,
te entrega todo o passado dele, pra que você brinque o presente e lembre de mim
com alegria no futuro...
Feliz aniversário, Manu. Te amo.
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