Perguntem a um humano qual mulher lhe deu os carinhos mais
verdadeiros e inesquecíveis: será a mãe.
Perguntem a um humano que cheiro lhe marca as narinas e a
lembrança: será o do colo da mãe e o da colônia passada com esmero para as
orações dominicais.
E quais sabores lhe marcam o paladar? O leite da mãe seria a
resposta pela transmissão de alma “via láctea” (não pelo sabor), mas a resposta
será: o tempero da mãe.
E quando seus olhos mais se emocionaram? Foi homenageando a
mãe na escola, na formatura, no casamento, no nascimento (dos seus próprios
filhos), no velório... seus olhos lembrarão e ressorrirão e rechorarão pela
mãe.
Se lhe perguntarem quais são os sons maviosos, certamente
serão a voz da mãe a lhe embalar o sono e as palavras sussurradas no estado de
quase sono, ou as orações na quase-morte que a levam a fazer promessas
inimagináveis, mas prontamente pagas, quando o rebento corre perigo...
E nada marca mais o corpo de um humano que o calor do abraço
materno, o beijo na testa, no olho, nos lábios, no corpo todo (com direito a
leves mordidinhas nos bracinhos gordos, quando bebê – irresistível até para as
zelosas mães).
E às mães? O que lhes perguntar? Fácil. Uma única pergunta,
diante de várias situações:
Ao lembrar a dor do parto, a angústia do filho doente, as
defesas heroicas na vizinhança, o corre-corre aos colégios, o choro ao altar, o
desespero no cemitério... Você faria tudo de novo?
Ao dizer SIM, essa corajosa mulher sintetiza a maternidade
de Deus e a magia do Universo.
Um comentário:
Minha singela homenagem a todas as mães (de corpo, de coração, de alma), candidatas à mãe, quase mães, aposentadas mães (por injustiça da Dona Morte – mãe também) e àquelas que lutam para ser mãe.
Uma lembrança especial para as mães de meus filhos (Gláucia e Cristina) e com beijos e abraços extras para minhas duas mães Mundinha (in memoriam) e Inêz. Se ter uma é bom, eu que tive duas posso dizer que fui generosamente premiado...
Postar um comentário