segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mais um dia do professor...


Em nosso dia, como diria Martin Luther King, "I have a dream..."

Sonho com o dia em que seremos reconhecidos e homenageados não como sacerdotes altruístas e magnânimos, que emprestam seu conhecimento, paciência e noites de sono em prol da construção de um mundo melhor, mas sim como profissionais que merecem uma valorização, se não pecuniária (apesar de tudo, ainda somos uma classe que ganha acima da média do trabalhador brasileiro), pelo menos com uma mais justa divisão de trabalho.

Sonho com o dia em que os donos de escola, diretores, supervisores, coordenadores entendam e, por conta própria, redistribuam as tarefas, tirando de nossos ombros o peso de tarefas burocráticas e excessivas, deixando-nos apenas a missão que realmente nos exige a real necessidade e competência: EDUCAR.

Sonho com o dia em que os que lideram a nação, em todos os níveis, façam e executem projetos que permitam uma educação igualitária e digna para todos, sem privilégios a segmentos públicos ou privados.

Sonho com o dia em que os setores paralelos e de suporte da educação, como a família e as lideranças comunitárias, colaborem plenamente com uma perspectiva ampla de valorização de nossa classe dentro de suas casas e comunidades, para que os jovens vejam em nós não o exemplo, mas o cidadão digno de respeito e que nada mais quer a não ser o crescimento destes mesmos jovens.

Sonho com o dia em que, enfim, as máscaras das hipócritas palavras de "peninha" ou "gratidão vazia" normalmente proferidas neste dia sejam substituídas por reais atitudes em nome da preservação e valorização da categoria, dando a nós as condições físicas, tecnológicas e psicológicas para que continuemos a desempenhar nosso papel sem temer uma aposentadoria por estresse excessivo ou invalidez mental.

A todos que ainda, apesar de tudo, não perderam a capacidade de sonhar, PARABÉNS POR NOSSO DIA!

Máximas roderiquianas (151 a 160)


Máximas roderiquianas (151) O relógio de quem julga sempre é muito mais adiantado do que o daquele que aguarda.

Máximas roderiquianas (152) Seria preferível presidir meu funeral a um enterro de um dos meus sonhos.

Máximas roderiquianas (153) Não emudeças diante de desaforos. Quem engole sapos não tem como arrotar canários.

Máximas roderiquianas (154) O grande problema de nosso planeta é que há mais vermes perambulando entre os vivos que decompondo seus mortos.

Máximas roderiquianas (155) O razoável (e também difícil) para sobreviver nesta selva é ter paciência na hora em fores covardemente acuado. A fera mais selvagem ou a cobra mais traiçoeira um dia também encontram seu predador.

Máximas roderiquianas (156) Nenhuma feiura resiste a 30 minutos de copos cheios; nenhuma beleza sobrevive se pertencente a 30 segundos de um cérebro vazio.

Máximas roderiquianas (157) Álcool excessivo enjoa; sem ele, porém, a alma destoa; então, minha Dor ele corroa!

Máximas roderiquianas (158) Não existem cores vivas na paleta de um pintor angustiado que possam preencher, na tela da vida, o branco da falta de expectativas.

Máximas roderiquianas (159) Neste circo que é o mundo, só há um modo de sobreviver enquanto você não decide se é um equilibrista, domador ou mágico. É não ser o palhaço.

Máximas roderiquianas (160) Quando somos injustiçados e sentimos pena de nossa condição e ódio de nossos detratores, ficando portanto deprimidos, só há uma coisa a fazer: passar a ter pena deles e ódio de nós mesmos. Daí vem a força para, ao secar as lágrimas, reerguer.