segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Máximas roderiquianas (151 a 160)


Máximas roderiquianas (151) O relógio de quem julga sempre é muito mais adiantado do que o daquele que aguarda.

Máximas roderiquianas (152) Seria preferível presidir meu funeral a um enterro de um dos meus sonhos.

Máximas roderiquianas (153) Não emudeças diante de desaforos. Quem engole sapos não tem como arrotar canários.

Máximas roderiquianas (154) O grande problema de nosso planeta é que há mais vermes perambulando entre os vivos que decompondo seus mortos.

Máximas roderiquianas (155) O razoável (e também difícil) para sobreviver nesta selva é ter paciência na hora em fores covardemente acuado. A fera mais selvagem ou a cobra mais traiçoeira um dia também encontram seu predador.

Máximas roderiquianas (156) Nenhuma feiura resiste a 30 minutos de copos cheios; nenhuma beleza sobrevive se pertencente a 30 segundos de um cérebro vazio.

Máximas roderiquianas (157) Álcool excessivo enjoa; sem ele, porém, a alma destoa; então, minha Dor ele corroa!

Máximas roderiquianas (158) Não existem cores vivas na paleta de um pintor angustiado que possam preencher, na tela da vida, o branco da falta de expectativas.

Máximas roderiquianas (159) Neste circo que é o mundo, só há um modo de sobreviver enquanto você não decide se é um equilibrista, domador ou mágico. É não ser o palhaço.

Máximas roderiquianas (160) Quando somos injustiçados e sentimos pena de nossa condição e ódio de nossos detratores, ficando portanto deprimidos, só há uma coisa a fazer: passar a ter pena deles e ódio de nós mesmos. Daí vem a força para, ao secar as lágrimas, reerguer.



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