Texto meu para prestar homenagem a ilustre mestre da música brasileira.
Antes, uma explicação. No dia 20 de julho de 2013 houve um sarau em honra a Chico Buarque de Holanda organizado pelo Coral Sobretons, do qual tive a honra de participar por exíguo tempo. Fui convidado para participar do evento cantando (imaginem, que horror!) "Cálice", do ilustre compositor. E assim cada um dos participantes faria, com um dos clássicos do grande bardo. A segunda participação deveria ser uma música do repertório do cantor/grupo que se apresentava. Bem, como não sou cantor, acordou-se entre mim e Tiago Nogueira, regente do Sobretons e (ir)responsável pelo convite para que eu torturasse a sensibilidade musical dos ouvintes, que eu faria um poema para saudar o evento e o homenageado. De acordo com sugestão do próprio Tiago (por sinal, meu ex-aluno), elenquei alguns títulos de músicas de Chico para brincar com as mesmas. E eis o resultado. Espero que os fãs do grande mestre da MPB se divirtam procurando os títulos e referências.
MEU CARO CHICO
Meu caro Chico que não é Barão,
Mas é dos mais nobres desta nação,
Dos melhores poetas que já vi.
Eu não vou compor um Samba de Orly.
Nem ópera, pois malandro não sou...
Meu caro amigo, sou só professor
E se eu tentar tal coisa... ai de mim!
Apanho qual Geni do Zeppelin!
Olhos nos olhos, bem cá entre nós,
Que este público não nos deixe a sós...
Vai passar uma banda de uma gente
Humilde, e em roda-viva contente,
Pra comigo pintar em preto e branco
Um bom retrato de seu rosto brando.
A construção também terá as cores
De um passaredo e alguns de seus amores...
Apesar de você não ser semita,
É Angélica, Carolina e Rita,
Nenhuma com jeito de meretriz.
Quieta, Bárbara, nem a Beatriz!
Vem Luísa, Januária e Maninha.
De Amsterdã, Ana quase não vinha.
E trato de ficar nessas apenas
Pra não falar das mulheres de Atenas!
Trocando em miúdos, ó meu guri,
Vai ter valsinha, baticum aqui,
O que será pouco pra tanto brado,
Com fantasia e sinal fechado.
Deus lhe pague por todo o sentimento,
E chega de saudade e desalento...
Vamos trabalhar, não tem vagabundo,
Pois o cantar do malandro é o mundo!
domingo, 21 de julho de 2013
Máximas roderiquianas (391 a 410)
Máximas roderiquianas (391) O sonhador constrói para sua vida um palácio de esperanças; o iludido tenta morar nele; a realidade bate à porta para cobrar o aluguel.
Máximas roderiquianas (392) A verdadeira Solidão não questiona “Quem?”, mas “Por quê?”.
Máximas roderiquianas (393) A Tristeza bate à nossa porta; a Dor a escancara; a Morte, sorrateira, passa-lhe por baixo.
Máximas roderiquianas (394) A melhor maneira de conheceres alguém é dando-lhe o controle de tua conta bancária; a pior é dando-lhe o do teu coração.
Máximas roderiquianas (395) As operações para um grande amor são simples: subtrair a distância, somar os corpos, dividir a cama e multiplicar o prazer.
Máximas roderiquianas (396) Desculpem este neurótico os que apreciam o acaso, as coisas feitas sem horário ou planejamento. Mas prefiro ter controle sobre minha vida. O fortuito normalmente não traz boas surpresas.
Máximas roderiquianas (397) A regularidade de mortes de pessoas próximas é como um cerco a uma cidadela parcamente guarnecida.
Máximas roderiquianas (398) O amor é tal qual o alimento; quem tem com sobras, armazena-o até apodrecer ou usa-o mal, sem limites; quem não o tem, procura por ele ansiosamente quando faz falta e rói-lhe até o osso quando encontra, sem o largar. Mas ninguém resiste a essa vida sem ele.
Máximas roderiquianas (399) Nem sempre a incerteza do talvez é melhor que a finitude do nunca.
Máximas roderiquianas (400) A unidade é fria; a dualidade, quente; a pluralidade, vã.
Máximas roderiquianas (401) A ostentação de uma virtude diante de um desafortunado dessa mesma sorte é o maior pecado de um homem.
Máximas roderiquianas (402) A Eternidade nasce em Deus, perece no Mundo e se resgata na Arte.
Máximas roderiquianas (403) Às vezes o homem põe um cadeado em sua alma em busca de respostas. Mas só se apercebe de que pode sofrer ainda mais quando nota que a chave não tem cópias e estava dentro de si mesmo.
Máximas roderiquianas (404) Morrer é melhor que sonhar. Não há a frustração do despertar e ver que tudo continua como dantes.
Máximas roderiquianas (405) Life bugs; Death sucks, Hope is mug; Devil’s rug all dug.
Máximas roderiquianas (406) Em vários momentos a vida é como um filme de locadoras: o trailer e os extras são bem melhores.
Máximas roderiquianas (407) O amigo é aquele por quem você é capaz de tudo fazer, mesmo que ele te esmague o coração.
Máximas roderiquianas (408) Pessoas esnobes irritam profundamente, mas consola saber que, se no início de suas próprias análises elas “liberam gases” e as demais “peidam”, no fim os resíduos terão o mesmo odor, para desespero de quem se sente superior.
Máximas roderiquianas (409) O palco repele e atrai, faz tremer e arrepiar.
Máximas roderiquianas (410) Ao contrário do que se pensa, as mulheres gostam de detalhes em narrativas, não em sentimentos. O que ela e o amado estavam vestindo é-lhes mais importante do que por qual emoção estavam se despindo.
Máximas roderiquianas (392) A verdadeira Solidão não questiona “Quem?”, mas “Por quê?”.
Máximas roderiquianas (393) A Tristeza bate à nossa porta; a Dor a escancara; a Morte, sorrateira, passa-lhe por baixo.
Máximas roderiquianas (394) A melhor maneira de conheceres alguém é dando-lhe o controle de tua conta bancária; a pior é dando-lhe o do teu coração.
Máximas roderiquianas (395) As operações para um grande amor são simples: subtrair a distância, somar os corpos, dividir a cama e multiplicar o prazer.
Máximas roderiquianas (396) Desculpem este neurótico os que apreciam o acaso, as coisas feitas sem horário ou planejamento. Mas prefiro ter controle sobre minha vida. O fortuito normalmente não traz boas surpresas.
Máximas roderiquianas (397) A regularidade de mortes de pessoas próximas é como um cerco a uma cidadela parcamente guarnecida.
Máximas roderiquianas (398) O amor é tal qual o alimento; quem tem com sobras, armazena-o até apodrecer ou usa-o mal, sem limites; quem não o tem, procura por ele ansiosamente quando faz falta e rói-lhe até o osso quando encontra, sem o largar. Mas ninguém resiste a essa vida sem ele.
Máximas roderiquianas (399) Nem sempre a incerteza do talvez é melhor que a finitude do nunca.
Máximas roderiquianas (400) A unidade é fria; a dualidade, quente; a pluralidade, vã.
Máximas roderiquianas (401) A ostentação de uma virtude diante de um desafortunado dessa mesma sorte é o maior pecado de um homem.
Máximas roderiquianas (402) A Eternidade nasce em Deus, perece no Mundo e se resgata na Arte.
Máximas roderiquianas (403) Às vezes o homem põe um cadeado em sua alma em busca de respostas. Mas só se apercebe de que pode sofrer ainda mais quando nota que a chave não tem cópias e estava dentro de si mesmo.
Máximas roderiquianas (404) Morrer é melhor que sonhar. Não há a frustração do despertar e ver que tudo continua como dantes.
Máximas roderiquianas (405) Life bugs; Death sucks, Hope is mug; Devil’s rug all dug.
Máximas roderiquianas (406) Em vários momentos a vida é como um filme de locadoras: o trailer e os extras são bem melhores.
Máximas roderiquianas (407) O amigo é aquele por quem você é capaz de tudo fazer, mesmo que ele te esmague o coração.
Máximas roderiquianas (408) Pessoas esnobes irritam profundamente, mas consola saber que, se no início de suas próprias análises elas “liberam gases” e as demais “peidam”, no fim os resíduos terão o mesmo odor, para desespero de quem se sente superior.
Máximas roderiquianas (409) O palco repele e atrai, faz tremer e arrepiar.
Máximas roderiquianas (410) Ao contrário do que se pensa, as mulheres gostam de detalhes em narrativas, não em sentimentos. O que ela e o amado estavam vestindo é-lhes mais importante do que por qual emoção estavam se despindo.
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