Sei que este é o tipo de texto que será criticado, lamentado etc. Sei que muitos quererão (e se não o fizerem, será só por esta introdução) dar bons conselhos e que os menos inspirados copiarão frases de autoajuda ou de autores otimistas, pra "levantar a autoestima". Mas nem perca seu tempo. Aqui não se trata de lamento, mas de constatação pura e simples. Portanto, se for comentar, agradeço. Mas não me diga o óbvio, nem de se pensar, nem de se cordialmente dizer. Prefiro o silêncio a essas formalidades fraternais.
Cansei. Cansei de esperar alguém para me fazer feliz. Não procuro mais. Não que vá me fechar a experiências, mas ter esperanças, não mais. Nenhuma empolgação. Nenhum "talvez, se ela conseguir ajeitar só isso aqui, ok". Não, nada disso. A sensação que tenho é de que meus livros, CDs e DVDs serão meus companheiros ao final da vida. Nada contra, muito pelo contrário,. mas infelizmente os acordes de guitarra, os seios da vítima da mutilação nos filmes e nem as linhas dos livros se deitam comigo para carícias. Até perco o sono por eles, às vezes, tal qual por uma bela mulher. Mas a comparação acaba por aí. Mas, paradoxalmente, não tenho nenhum problema em levar para o leito o espírito de Janis Joplin, Emily Dickinson ou Sarah Michelle Gellar comigo. Gosto de me cercar de Arte.
É que o medo de ficar só, que antes me impulsionava na busca por alguém, está morrendo. E aí vira uma bola de neve. Torno-me mais chato porque me fecho mais? Desperto menos interesse porque me torno mais chato? Ou quando me fecho, menos gente me vê? Nem sei, nem quero saber mais. Estou encontrando prazer na arte, na companhia de sentimentos artísticos tão díspares como os de Marcelo Nova, Udo Diskscneider, Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos, Neil Gaiman, Tim Burton ou Wes Craven, entre milhares de outros. Tanto faz. Nesse ponto não sou monogâmico. Adoro ser o sultão de um harém de ideias. Desde que eles me acariciem o ego insaciável do amor pela Arte, o toque feminino é algo desejado, mas não indispensável.
Se eu queria ainda ter tal toque nas noites solitárias? Claro... As delícias da carne também são fonte de prazer indescritível. Mas... TAMBÉM. E é isso o que me deixa preocupado. Não tenho mais pavor à ideia de morrer só. Não queria, é certo. Mas se for o caso... Paciência. E o problema dessa paz de espírito (ou conformismo? - Talvez uma leve ao outro...) é que eu me torno mais incógnita, mais impenetrável, mais esdrúxulo a olhos que por acaso cogitem despertar por mim algo mais que admiração intelectual. Acho que não conseguirei mais causar muito impacto além disso. E nem sei se quero que me gostem do corpo, sorriso, saúde, status, conta bancária ou educação antes de gostarem de meu cérebro. E me desleixo nessas coisas. Pronto, tornei-me um personagem sem história. De repente, lembro-me de uma reportagem de muito tempo atrás, em que vi Zélia Gattai dizer que o que fez ela amar Jorge Amado foi seu cérebro, não sua beleza, fama ou dinheiro. Que ela se contentava em ficar ao lado dele, vendo-o trabalhar... escrever. E me ocorre que invejo o baiano. Mas a possibilidade de não ter minha "gata Gattai" é-me não mais um pesadelo. Só um sonho ruim, daqueles em que você abre os olhos, vai ao banheiro, lava o rosto, olha-se no espelho, toma um gole de qualquer coisa e volta a dormir. Com ou sem sono. É como tenho vivido agora.
Queria uma mulher que não me pedisse qualquer mudança. Que me quisesse assim, desse jeito, roqueiro, metido a escritor, rebelde, efervescente intelectual (embora também capaz de produzir muitas asneiras e bizarrices), questionador, irônico. Esse meu jeito fiel e verdadeiro, sem rodeios, sem joguinhos, charminhos ou chantagens emocionais baratas. Meu modo quente e ao mesmo tempo egoico de amar. Um cara que ama ver o prazer da outra, mas que espera, sim, receber também. E cobra. Suavemente, mas cobra. Seria legal uma mulher que fosse comigo aos shows das bandas que gosto, mas que se não quisesse ir sinceramente não se importasse, porque simplesmente confia em mim. E sabe que vou a shows para ver música, e não em busca de aventuras fáceis com mulheres mais fáceis ainda - embora posem de difíceis.
Mas... essa mulher existe? Ela está por aí, e como diria Bruno Gouveia: "Você existe, eu sei"? É, pode até ser que ela exista. Mas eu não vou mais procurá-la. E nem sair perguntando. Se não vier, não era pra vir. Tenho a mim e a meu harém. Ela que se apresente. Como diria um outro gênio musical, este britânico, "I won't play it if you don't play it first" (Robert Smith).
Let's go to bed.
domingo, 29 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Que seja breve enquanto duro.
Em certos momentos da vida não sabemos muito o que fazer. Não vale a pena esperar, não vale a pena agir, nada que se faça ou que não se faça resolve coisa alguma. E o segredo, dizem, é esperar. Esperar? Esperar o quê? Espera-se quando se tem tempo, perspectivas, esperança. "Esperança", afinal, vem do verbo "esperar". Não creio que haja muito a ser feito. Mudanças não resolvem, álcool não resolve, sorrisos não resolvem, tampouco lágrimas. A angústia maior não é não conseguir fazer algo. Ou a busca incessante por qual resposta ter. É descobrir que não há nada a se fazer, nem mais respostas por buscar. Nada de bom ou de ruim resolve nada. Cantar, pular, morrer, sofrer, nem mesmo se lamentar resolve nada. Este texto não resolve nada. Porque simplesmente quando as coisas saem de suas mãos e passam a não depender mais de você, não há nada a fazer. E não adianta dizer que "sempre está em suas mãos". Não, não é sempre. Quando de tudo se já tentou, quando todas as opções foram utilizadas, quando as mais variadas formas de encarar as coisas já foram testadas, é porque realmente o estado de imobilidade é o que resta. Esperar... seja a Glória, seja o Prazer, a Dor ou a Morte. Esperar, não com o sentido da esperança, mas do Tédio. Que o tempo seja generoso e abrevie a ansiedade, qualquer que seja a solução.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Mês produtivo para as máximas.
Máximas roderiquianas (101) Amigo é aquele que te faz, ainda que momentaneamente, crer que ainda vale a pena sobreviver nesse planeta desprezível.
Máximas roderiquianas (102) Fica difícil admirar um mundo em que os paraísos são artificiais, raros e nocivos, enquanto os infernos são naturais, ordinários e “aceitáveis”.
Máximas roderiquianas (103) Existem dois tipos de melhores amigos: aqueles a quem você se mostra– esses são humanos – e aqueles a quem você se entrega – a literatura, o rock e o cinema.
Máximas roderiquianas (104) Gostar da própria companhia é a única (e esfarrapada) maneira de fugir da solidão.
Máximas roderiquianas (105) Os lamentos se volatilizam no espaço que deveria ser ocupado por alguém; as dores ecoam na alma.
Máximas roderiquianas (106) Rir da própria desgraça é uma faceta das máscaras teatrais. A outra é melancolizar a paz da solitude.
Máximas roderiquianas (107) Quando pensares em retrucar uma ignorância alheia com selvageria, lembra-te: o cavaleiro monta; o cavalheirismo, este desmonta.
Máximas roderiquianas (108) Deus ousou. Jesus ousou. Os grandes sábios, desbravadores, inventores e pensadores em todas as áreas ousaram. E ainda há quem me recomende o silêncio? Às favas.
Máximas roderiquianas (109) Amar não é para qualquer um; ser amado, para quase nenhum.
Máximas roderiquianas (110) Carinho sem sexo é doce mistério; sexo sem carinho é salgada mistificação; a ausência de ambos é o amargo império da solidão.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Chegando à marca de 100 máximas...
Máximas roderiquianas (91) Se Deus se propusesse a passar um “pente fino” nesse planeta, muitos de nós já teriam perdido sua salvação. Aliás, alguns cairiam em desgraça até se lhe passassem um pente sem dentes.
Máximas roderiquianas (92) Às vezes, só às vezes, tenho muita raiva de mim mesmo. Nas raras ocasiões em que meus sentimentos contradizem minhas palavras.
Máximas roderiquianas (93) Toda bela Arte sobre a vida deve ser sombria. Toda bela Vida deve ser uma arte de como não o ser.
Máximas roderiquianas (94) O mais lindo monumento dionisíaco pode se converter em escombros apolíneos se erguido sobre rocha corrompida pelo talco da desconfiança.
Máximas roderiquianas (95) Sabe-se que não querer perder nada é quase o mesmo que praticamente aceitar que tudo pode se perder. Mas aceitar isso é perder o que há de mais precioso: a si mesmo.
Máximas roderiquianas (96) O sal da lágrima dá sabor aos problemas que somos forçados a deglutir e conserva a convicção de que não merecemos certas injustiças.
Máximas roderiquianas (97) Falando sempre o que sentimos, corremos o risco de sermos julgados como excessivamente críticos e muitos acharão que não temos nada de bom a dizer. Ficando calados, daremos a certeza de que não temos o que dizer, pois não temos opinião própria.
Máximas roderiquianas (98) Há ocasiões na vida, raras por sinal, em que pensar em si e não no outro não é questão de egoísmo, mas de sobrevivência.
Máximas roderiquianas (99) Toda relação grandiosa é feita sobre alicerces de confiança. A renúncia é o primeiro caminho para a cobrança e a maior justificativa para o ciúme desmedido.
Máximas roderiquianas (100) Uma centena de declarações questionáveis são mais valiosas que milhares de sábias verdades covardemente amordaçadas.
domingo, 8 de julho de 2012
AS GALINHAS, OS OVOS, DEUS E AMOR.
Bom,
para alguém de leitura apressada ou tarado de plantão, vale este aviso: não,
não se trata de um relato sobre jovens garotas de vida fácil sendo fecundadas
em templos de seitas religiosas em consagração ao amor.
Eu
começo este texto evocando a famosa perguntinha: “Quem nasceu primeiro, o ovo
ou a galinha?” E transfiro-a, num salto sem precedentes na história da
bizarrice, para minha vida: sou eu que não sirvo para as mulheres ou elas que
não me entendem?
Mais um relacionamento findo, e faço um breve
apanhado de minhas principais relações: entre casamentos, namoros e amores
irrealizados foram uns 10, mais ou menos. Em alguns, fui descartado. Em outros,
descartei. Somente em um dos que descartei não tive o menor remorso. Em
compensação, todas as que me descartaram fizeram-no pelos motivos mais torpes e
sem nenhum sintoma aparente de culpa. Ao contrário. Uma delas fez-me mesmo crer
que eu não prestava por não ter valores... em minha conta bancária. Os outros
valores? Esses? Bonitinhos, mas ordinários...
Houve de tudo um pouco nos ramos da
curiosidade, traição, alegria, tristeza, fatalidade, esperança e desprezo. Às
vezes vilão, às vezes vítima. Houve ocasiões (e não as coloquei na conta das 10
relações) em que o sentimento nem virou relação, praticamente. Ficou no campo
teórico ou do meu imaginário. Ou ainda, não passou de um “test-drive” de um
beijo. E não houve nenhuma maldade aqui. Vou citar esse caso só como exemplo.
Uma amiga (não colocarei o nome dela, assim como o de nenhuma das relações
acima, para não ficar expondo ninguém, embora neste caso particular essa amiga
provavelmente não se incomodaria, somos resistentes na amizade até hoje, e esse
episódio, quando lembrado, causa risos em ambas as partes, e até no marido
dela, também meu amigo) – pois bem, uma amiga – e eu resolvemos um dia nos “engraçar”.
Trocamos um belo, demorado e afetuoso beijo. No dia seguinte ela bateu à minha
porta. “Preciso te dizer uma coisa...” Nem esperei que terminasse e emendei: “Já
sei, somos amigos demais pra namorar. Concordo.” A seguir, uma crise de riso de
ambas as partes, meio que pelo cômico da situação, meio que de alívio pela
compreensão do outro.
Enfim, já tenho tentado viver esse negócio
bom que chamam de amor de várias maneiras: com cautela, sem cautela, com
mulheres mais novas, mais velhas, usando a anatomia como base... (com um pé
atrás, ou mergulhando de cabeça etc)
Nada parece dar certo. E não falta boa vontade minha. Uma de minhas melhores
amigas (não, com esta não tive nada. Risos.) diz que sou um ser híbrido, de
alma feminina, diferente de outros homens. Aliás, muitas das 10 relações
concordavam, pelo menos enquanto ainda estavam comigo. Mas sempre faltou, ora
nelas, ora em mim, aquele ponto de perfeição não possível, mas desejável, de
que aquilo ali seria pra sempre.
E aí a gente começa a se perguntar: será que
Deus reservou pra mim outra coisa que não o amor? Lembro-me de como dizem que
sou amigo, bom professor, meio psicólogo de todos. Houve até quem dissesse que
seria muito egoísmo de qualquer mulher querer ter-me só para si. E aí, já com
mais da metade da existência percorrida (nossa, como estou otimista, hoje),
começo a me ver só. Não dramaticamente só, com aquelas lágrimas mexicanas ou
como personagem de alguma história em que o suspeito é um esquisitão cheio de
manias e ruídos estranhos na sua casa (hum... tá, talvez eu tenha um pouquinho
desta última parte, sim). Mas uma solidão quase conformada de que é preferível ficar
só a maltratar alguém, ou a ser maltratado. Como se Deus me dissesse: “É melhor
assim, meu filho, tenho outros planos pra você.” De repente me vejo sendo
melhor amigo que namorado (embora eu não consiga entender como alguém pode
dissociar as coisas), melhor companheiro de cinema que de leito, melhor cupido
que alvo, melhor divã que travesseiro.
Essa noite dormi muito pouco, pensando nisso.
E de súbito me bateu uma vontade louca de chorar e um temor descomunal de gemer
de dor e não ter por quem chamar, caso adoeça de maneira grave, ou de que a
solidão me corroa a mente. Mas, ao mesmo tempo, um conforto estranho de alguém
que, pensando sempre mais no outro do que em si, diz: “Pelo menos, não firo mais
ninguém, nem serei ferido.” Estranho, sinto-me estranho. Vejo que chorei por algumas
pessoas que não me amavam de verdade e que outras choraram por mim quando não
sou digno de tanta devoção. E volta-me a pergunta inicial. Quem nasceu
primeiro, o ovo ou a galinha? Sou eu que não sirvo para as mulheres ou elas que
não me entendem? Acho que sou atrevido. Acho que o Amor não me entende, apesar
de eu entendê-lo muito bem.
Mas, se hoje Deus e a ciência começam a
caminhar muito próximos no rumo de uma mesma resposta (os criacionistas falam
na galinha, por conta da bíblica criação dos seres; os cientistas estão quase
provando que realmente a evolução celular levou primeiramente à galinha), quem
sabe eles não se decidem também sobre meu caso, bem menos importante, mas que
também daria uma boa canja...
Quer saber? Não vou esperar respostas. Vivi
até hoje muito bem sem saber do ovo ou da galinha. Devo conseguir fazer o mesmo
com minha vida.
O MMA (Massacre Mortal Apoiado)
Vejo os constantes acessos de
empolgação das pessoas com respeito às lutas chamadas de MMA e fico me fazendo
questionamentos. Primeiramente, não abomino ou admiro modalidades de luta como
boxe, muai thai (perdoem-me se errei a escrita, não conheço, mesmo), judô,
karatê, aikidô ou coisa que o valha. Não conheço a realidade dessas técnicas -
talvez um pouquinho do boxe, e às vezes também o acho violento, embora
reconheça as estratégias da "nobre arte", como o chamam. Até sei que
há alguns entre esses que são bem mais suaves e por isso mesmo interessantes,
cuja técnica se resume a imobilizar o adversário, sem feri-lo. Entretanto,
vocês hão de convir que os golpes, a variedade de pontos vulneráveis a
sangramentos em que são permitidas pancadas e o próprio furor midiático do MMA lembram
qualquer coisa meio que gladiadora, brutal, selvagem, desnecessária. Se ao
invés desse "patriotismo bárbaro", usássemos contra as nações que nos
afrontam um povo consciente, educado e capaz de rejeitar produtos que
nitidamente vêm alienar e subjugar nosso país, aí, sim, teríamos um grande
golpe a dar, uma porrada mortal nos vilões que realmente oprimem as nações
subdesenvolvidas. Quero que nações brutalmente capitalistas e
"globalizadas" respeitem o direito de outros povos, mas não quero
fazer delas saco de pancadas. Personificar no atleta que apanha o padrão neoliberal
e aceitar que ele saia massacrado para mostrar que somos fortes e valentes, e
que nossos Andersons Silvas são heróis é como dizer que os ataques terroristas
às Torres Gêmeas foram “irados” e que Bin Laden é um mártir. Não, os meios não
justificam os fins. Por mais que eu torça para os Estados Unidos engolirem sua
prepotência e empáfia econômica, não quero que pessoas comuns paguem por isso.
Quero que elas recebam lá uma educação igualitária, como a que sonho poder ver
meus filhos e netos terem aqui (tá, ta bom... bisnetos, vai...).
Segundo, eu gosto de futebol.
Mas em nenhum momento eu seria hipócrita de dizer que o futebol é limpo, movido
somente pela paixão, ou que as torcidas organizadas são exemplos de
comportamento. Porém, eu garanto que entre os torcedores mais agressivos há
inúmeros fãs de MMA que com certeza desvirtuam os fundamentos básicos da luta
em si, em nome da violência. Ora, se a prática dessa modalidade (não consigo
chamar de esporte, desculpem) por si já é, digamos, contundente, imagine na
cabeça de débeis mentais que consideram o torcedor do time rival o Osama Bin
Laden (ponte com o assunto anterior). Nenhum esporte nasceu profissional. O
amadorismo existiu no futebol também. Se o pretenso esporte MMA envolve pessoas
que “lutam por amor”, breve isso será passado, diante dos vultosos contratos e
cachês milionários que se avizinham, com tanta exposição. Não se iludam.
Enfim, só não digo que essa
modalidade é uma “carnificina gratuita” por ser isso apenas uma hipérbole, um
exagero linguistico, só para definir que a vibração do público pela
agressividade do combatente, pelo furor dos golpes e pela cara de mau dos
contendores é muito, muito próxima do que há de mais primitivo e pouco
civilizado da História da Humanidade. Sei que não é uma carnificina, e muito
menos gratuita. Rola dinheiro pra caramba ali...
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