1 – Tudo tem de ser “politicamente correto” (menos os
políticos, esses podem fazer tudo o que quiserem e todo mundo esperneia e em 5
minutos se conforma), toda e qualquer ironia inteligente virou bullying.
2 – O império do mau gosto domina, e se você ousa
questioná-lo, é tachado de “preconceituoso”, porque supostamente “gosto não se
discute”. Na verdade, isso é usado para justificar a falta de vontade de
reconhecer que gosta de algo que não tem valor. E ainda se leva para o lado
pessoal. Esquecem que gosto se discute, o que não se discute é o direito de
cada um gostar da porcaria que quiser.
3 – Toda a educação e cultura agora são descartáveis, devido
à pretensa “globalização”. Ou seja, somos reféns da ignorância e pior... ela
está defendida por supostos “estudiosos”.
Professores agora são “prestadores de serviço”, e não mestres.
4 – O homofóbico é antirracista; o preconceituoso contra a
torcida livre no futebol é cristão; o defensor dos direitos humanos é fanático
religioso; o xiita musical é socialmente bem informado; o respeitador das
mulheres é ultrarradical de direita. Faltam parâmetros. As pessoas só são abertas
àquilo que lhes interessa e detonam outras qualidades que não lhes convêm.
5 - Os valores se inverteram. Estudar é coisa de nerd, ser
educado é ser gay (dito até por gente contra a homofobia –voltamos ao item 4),
querer uma relação séria é coisa de otário, assumir um amor é correr um risco
desnecessário. Só vale a velha “Lei de Gerson”: levar vantagem em tudo, sempre.
6 – O império da beleza e da cultura física. Quem está fora
dos padrões de estética é uma aberração,
digna de chacota, pena ou encaminhamento médico. Só se ama o gordo, o feio, o
deficiente, o esquálido, o preto, o sem-bunda se ele tiver uma conta bancária,
essa sim, obesa. (Está tudo no masculino, mas vale o mesmo para o feminino)