sábado, 9 de março de 2013

Máximas roderiquianas (301 a 310)


Máximas roderiquianas (301) Certas pessoas são piores que vermes. Estes, pelo menos, não ironizam ou viram a cara depois de devorarem teu coração.

Máximas roderiquianas (302) Há algo bem pior que morrer de vergonha; é conviver com ela.

Máximas roderiquianas (303) O suicida em potencial mais perigoso não é o que mata a vontade de viver, mas o que vive a vontade de se matar.

Máximas roderiquianas (304) Toda relação trabalhista no capitalismo é escravocrata. Só muda o número de chibatadas e de torrões de açúcar.

Máximas roderiquianas (305) Quando alguém te faz perder o carinho é duro, mas no fim normal; porém quando te faz perder o respeito, é desde então fatal.

Máximas roderiquianas (306) Prazer não é tanto o que te dão ao corpo, mas o que te extraem da alma.

Máximas roderiquianas (307) Cuidado ao dirigir palavras e gestos carinhosos a uma pessoa solitária. Vulcões que aparentam estar extintos são mais devastadores que os normalmente ativos.

Máximas roderiquianas (308) Sudden death is Providence’s euthanasia.

Máximas roderiquianas (309) Não é fácil ter esperanças pueris quando nosso céu não tem estrelas cadentes, mas decadentes...

Máximas roderiquianas (310) O mau gosto é o estupro da sensibilidade.

Futebol: metáfora de minha vida.

Descobri por que o futebol é a metáfora da existência: meus atos (pernas) são de atacantes: trombam, furam, saltam, dão de cabeça, mas às vezes acertam a meta. Minha mente é de meias: criativa, cerebral, perspicaz. O espírito é de volante: costuma ser destrutivo, mas às vezes chega com técnica na área, quando menos se espera. Meu peito é de aço, como o de um zagueiro: parece aguentar tudo, com garra, vontade e peitadas, se necessário. Mas como não sou estrategista, não sei sair pelas laterais, e meu goleiro (o coração) tem mãos de manteiga derretida, frequentemente levo goleadas da vida.