domingo, 26 de agosto de 2012
Máximas roderiquianas: 121 a 130
Máximas roderiquianas (121) O desencontro do amor não está no platonismo masculino, mas no nietzschianismo feminismo: elas querem um super-homem.
Máximas roderiquianas (122) Sonho com seus beijos e versos a 4 mãos. A realidade me chama com um lindo sorriso fraternal e a certeza de que há versos que é melhor não escrever. Sonetos sonhados são menos doloridos que emendas efetivas, mesmo que afetivas.
Máximas roderiquianas (123) A verdade conjuncional: você é perfeita, pois sensível; e linda, ou total; mas inatingível, portanto lágrimas.
Máximas roderiquianas (124) Não cries rancor dentro de tua casa. Retira-o da sala de estar, encoleira-o, conduze-o ao quintal. Ali, alimenta-o e acalenta-o com ardor. Um dia, quando ele já estiver bem odioso, dele precisarás para investi-lo contra aqueles que te arrombaram a porta de casa para assaltar-te a alma.
Máximas roderiquianas (125) O isolamento é a melhor cura para a esperança.
Máximas roderiquianas (126) Entre a desistência covarde e a renúncia inteligente existe apenas um obstáculo: a adaptação.
Máximas roderiquianas (127) Não temo a morte, mas a dor. Se um anjo viesse até a mim avisar que eu iria falecer naquela noite, durante o sono, minha única reação seria perguntar: “Vai doer?”
Máximas roderiquianas (128) Um sorriso, uma palavra doce, uma batida mais acelerada de coração. Por um instantinho, suspiro. A seguir, a mensagem cerebral: "Deixe de ilusão, a moça só é simpática". Ainda bem que o mundo me vacinou contra esperanças vãs...
Máximas roderiquianas (129) Os modismos modernos aborrecem. Mas seus seguidores posando de intelectuais ou achincalhando a Arte e a Língua de valor é o que mais irrita. Para eles, o Bom é ultrapassado e o Belo, patético.
Máximas roderiquianas (130) Paixões vêm e vão. Amores fincam e ferem.
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