Máximas roderiquianas (31): Apogeu e queda dos relacionamentos em 3 coordenadas: A paixão seduz, o amor relaxa, o ódio goza.
Máximas roderiquianas (32): Existem dois tipos de silêncio: o dos sábios, que refletem e assimilam; ou o dos medrosos, que omitem e transferem responsabilidades. O que os separa é tão somente o tempo gasto até a expressão da ideia.
Máximas roderiquianas (33): A esperança é uma praga infame que o demônio coloca no coração do homem com a única finalidade de aumentar a nossa frustração (e suas gargalhadas), quando o inevitável fracasso se apresenta.
Máximas roderiquianas (34): Sobre histórias de amor frustradas: conviver às vezes é ruim, reviver normalmente é péssimo; sobreviver sempre é bom.
Máximas roderiquianas (35): O que fazer com um coração que virou pedra, de tão sofrido e embrutecido pelas frustrações? Ora, só temos duas coisas a fazer com uma pedra: jogá-la em alguém e machucar o outro, ou fazê-la juntar-se a outra pedra e construir algo novo.
Máximas roderiquianas (36): Sobre a busca por alguém que nos apaixone, é tudo uma questão de Educação (nem sempre Física): ao dizer que os opostos se atraem, a Física errou; melhor fez a Matemática que diz que negativo com negativo gera o positivo. Nos extremos geográficos do planeta, os polos são opostos, e entre eles há toda a Química dos seres em biológica existência.
Sim, temos de encontrar alguém parecido conosco, com Arte e em qualquer Língua. O resto é História. E como qualquer história, a redação às vezes é boa, às vezes ruim.
Máximas roderiquianas (37): A paciência é a nobre arte de conformar-se em ser o último a usufruir das coisas boas da vida. Caso não se morra antes, claro.
Máximas roderiquianas (38): Agora entendi! É tudo uma questão de mitologia: doenças sexuais - ou do amor- são venéreas (Vênus); trabalhos difíceis são hercúleos (Hércules); coisas tentadoras são afrodisíacas (Afrodite); festas orgíacas são bacanais (Baco); pessoas tediosas são morféticas (Morfeu). Pois há mulheres tantálicas: quando você pensa que pode chegar perto delas, elas te levam ao suplício.
Máximas roderiquianas (39): Queres que o gramado floresça? Arranca as ervas daninhas, pela raiz. Se nada florescer, culparás o clima. Queres vencer ao temor? Inibe-o ao nascer. Se ele ainda persistir, atribuirás tal fato a teus traumas. Queres ser feliz? Mata a esperança, ao nascer. Se nada acontecer, nada terás esperado. Aquele que sonha padece do mal da decepção. Não chorarás, se não sorrires com qualquer expectativa.
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