sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Máximas roderiquianas: 201 a 210.



Máximas roderiquianas (201) É incrível como os mais assíduos “analistas” de Arte não são os artistas, nem os especialistas, e nem mesmo os críticos – em sua maioria, artistas frustrados. São os patrulhadores ideológicos e os ignorantes que se utilizam de todos os critérios para julgar uma obra de arte, menos o único que importa: a estética.

Máximas roderiquianas (202) A paixão é a reinvenção da insanidade; o amor, a redenção da efemeridade; a solidão, a aceitação da fatalidade.

Máximas roderiquianas (203) Somos a bússola de nossos filhos na longa jornada por borrascas tenebrosas. E eles são nossos botes salva-vidas.

Máximas roderiquianas (204) Deus é a melodia; a natureza, o instrumento; o homem, o descompasso. E é por isso que há concertos plausíveis, mas não consertos possíveis.

Máximas roderiquianas (205) Acreditar que um dia teremos um amor perfeito é como ser Quixote: recupera-se a razão, mas a melancolia jamais fenece.

Máximas roderiquianas (206) Enquanto a ironia é a arma do intelectual, o deboche é o escudo do ignorante.

Máximas roderiquianas (207) Às vezes, infelizmente, tenho a impressão de que este planeta é uma monarquia parlamentarista, em que Deus é Chefe de Estado, e Lúcifer, o de Governo.

Máximas roderiquianas (208) A possibilidade do pecado é o acelerador do ímpeto; a certeza, o freio.

Máximas roderiquianas (209) O humor sempre é bom; ruim é lidar com ele quando não estamos com paciência. Vira sarcasmo.

Máximas roderiquianas (210) Unfortunately, we never know what we should before the right time.



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