sábado, 11 de agosto de 2012

Meu lado B...

Dia desses assisti, maravilhado, a um filme que tinha ganhado de presente havia uns 3 anos e o qual ainda não tinha visto: "Encarnação do Demônio", o filme de 2008 de Zé do Caixão, que encerrava a trilogia iniciada por "À meia-noite levarei sua alma" (1964) e "Esta noite encarnarei em teu cadáver" (1967). E me peguei comentando comigo mesmo como gosto dessas produções ditas "B". De súbito, percebi que quase tudo de que gosto no campo artístico é meio "B". E não desvalorizo os grandiosos. É apenas uma questão de gosto... Senão vejamos...

CINEMA/TV

- Prefiro filmes "B" a megaproduções; os enredos são bem melhores.
- Prefiro atores menos badalados como Anthony Hopkins, David Niven e o próprio Zé do Caixão a outros como Leonardo di Caprio, Clark Gable ou Lima Duarte.
- Prefiro Tim Burton a Steven Spielberg.
- Prefiro desenhos animados como "A corrida maluca" e "Pegue o pombo" a animações da Disney (pra falar a verdade, muitos vão me criticar com bravura, mas detesto todos esses longa-metragens de animação, exceto "A noiva-cadáver").


MÚSICA

- Prefiro baixo a guitarra.
- Prefiro violoncelo a violino.
- Prefiro blues ao jazz (insuportável virtuosismo meramente técnico).
- Prefiro Accept a Led Zeppelin.
- Prefiro Faith No More a Oasis.
- Prefiro The Cure e Bauhaus a U2 e Beatles (milhões de anos-luz de diferença).
- Prefiro Biquini Cavadão e Camisa de Vênus a Legião Urbana e Paralamas.


LITERATURA

- Prefiro Simbolismo a Romantismo.
- Prefiro Augusto dos Anjos e Poe a Drummond e Hemingway.
- Alguém vai lembrar: "E o Machado? É do primeiro escalão!" Verdade. Mas se colocarmos no mesmo patamar, prefiro o velho carioca a Shakespeare, outro gigante de igual porte, por exemplo, mas do Lado B da Literatura Mundial.


E aí cheguei à conclusão de que sou assim, mesmo: gosto mais daquilo que poucos gostam. Opção? Fetiche? Gosto em ser excêntrico? Não, natureza... A mesma natureza que me impede de tomar caminhos ditos "normais" em relacionamentos, profissão, sobrevivência...

E sabem do pior? (Ou não...)

Adoro tudo isso.



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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Hierarquia do sorriso nos Jogos Olímpicos...

Os Jogos Olímpicos vão chegando ao fim e eu descobri algumas coisas que me fizeram rir, de formas variadas... Resolvi fazer uma escala gradual, de acordo com o nível de sorriso...

1 - Ver o surpreendente desempenho (na fase inicial) e a angústia do confronto com a realidade cruel (que temos muito a evoluir) na nossa equipe de handball feminino. SORRISO TRISTE.

2 - Como perder no vôlei de praia para um país que mal tem praias? SORRISO IRÔNICO.

3 - Ver uma garota que nunca saiu do Piauí ganhar uma medalha olímpica, contradizendo a hipótese de que só preparação de ponta (leia-se no Sudeste ou fora do país) ganha títulos. É preciso mais, é preciso coração, como teve essa garota. SORRISO EMOCIONADO.

4 - Ver Usain Bolt fazendo sinal de "silêncio" para os que dele desacreditavam enquanto cruzava a linha de chegada dos 200 metros. SORRISO ABERTO.

5 - Ouvir a tentativa de narradores lerem nomes de equipes asiáticas com 8 ou mais componentes (a equipe  de nado sincronizado chinês, por exemplo), em curto espaço de tempo. GARGALHADA.

6  - Ver a Rede Globo se obrigar a colocar o nome de um de seu principal rival-desafeto no mercado para exibir mínimas imagens dos Jogos e saber que ela torcerá contra o futebol olímpico, só porque seria um "absurdo" eles não poderem transmitir esse momento tão esperado pelo país do futebol... NEM SACO DE RISADAS SUPERA.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Mais máximas.


Máximas roderiquianas (111) Observando o comportamento dos que se expõem com tranqüilidade ao mundo pude constatar que meus desejos mais vis, para eles, não passam de sonhos pueris. Terei eu perdido o parâmetro ou eles a decência?

Máximas roderiquianas (112) Certas mulheres não têm voz, transpiram doçura; não têm olhar, exalam inteligência; não têm cheiro, ecoam confiança.

Máximas roderiquianas (113) Eu muito desejaria lidar com a maravilhosa alquimia das mulheres interessantes. Mas embora os meigos coelhos despertem curiosidade e carinho, são os mágicos trapaceiros que lhes atraem.

Máximas roderiquianas (114) Para aquele que nunca fez nada certo, nada é tão errado que não possa ficar ainda mais perdido.

Máximas roderiquianas (115)  Ações sem ideias são uma burrice; ideias sem ações são mesmice; ideias com ações são uma crendice.

Máximas roderiquianas (116)  O ecletismo é a mediocridade com aparência de bom moço.

Máximas roderiquianas (117) Há lembranças sobre as quais o coração diz “Não quero”, a razão diz “Não devo” e a alma dolorida simplesmente reclama: “Por quê?”

Máximas roderiquianas (118) A vida é pirataria. Quando perdemos a bússola (razão), guiamo-nos pelas estrelas (Deus), mas as possibilidades de naufrágio (sonhos) e os furacões (desespero) ofuscam os astros, desviam-nos da rota (Paz). Só então descobrimos que o tesouro (Felicidade) está numa ilha perdida (destino), e que o mapa (desejo) em nossas mãos (atitudes) de nada valeu. Estaremos sempre à deriva (Dor).

Máximas roderiquianas (119) Se pagasse 10 centavos por cada dia em que quis sumir, estaria endividado. Se ganhasse 2 em cada um em que o mereci, pagaria a dívida.

Máximas roderiquianas (120) Não preciso de mulheres para viver. Só preciso de uma, que me amasse como sou, para morrer em paz.