sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

200 máximas!! Obrigado a quem gosta! Deixe seu comentário, se desejar...


Máximas roderiquianas (191) Não preciso ter meu nome gravado em latinhas de refrigerante. Quero tê-lo vibrando nas almas de quem me ama, pesando nas consciências de quem injustamente me julga, morrendo na memória de quem me detesta.

Máximas roderiquianas (192) A melhor maneira de internalizar um final solitário é aceitá-lo tacitamente; renovar esperanças é morrer duas vezes.

Máximas roderiquianas (193) Trata um novo amor como a uma planta: aduba o terreno com carinho; rega a semente com expectativas; fortifica as raízes com maturidade; faze as podas necessárias com o equilíbrio; mas, se daninha, arranca-a com coragem.

Máximas roderiquianas (194) A linha elástica que une a paciência às atitudes impulsivas tem um nome: delícia.

Máximas roderiquianas (195) Morrer é como dormir após muito cansaço, só que sem um maldito despertador para te lembrar que tal cansaço prosseguirá.

Máximas roderiquianas (196) Quando a vergonha de errar é menor que o desejo de ter um breve instante de alegria, cria-se um intervalo matemático entre colchetes fechados, e que pode ser batizado como “instante de devaneio silencioso”.

Máximas roderiquianas (197) A regra essencial para não causares aborrecimentos aos amigos: dá a cada um deles a justa medida de importância que eles têm em tua vida; nem mais, nem menos.

Máximas roderiquianas (198) A verdade o cinismo encobre; a mentira o tempo descobre.

Máximas roderiquianas (199) Uma pessoa percebe que é tempo de mudar seu modo de ver a vida quando, em nome da boa convivência, ela tolera quase tudo e, em troca, recebe quase nenhuma tolerância.

Máximas roderiquianas (200) A ausência de sexo é administrável; a de amor, sublimável; a de carinho, insuportável.




quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Máximas 181 a 190


Máximas roderiquianas (181) O maior problema do mundo moderno não é a obesidade mórbida, mas o humor mórbido.

Máximas roderiquianas (182) A Arte não dá nenhuma resposta, mas todas as chances de se autoconhecer através das perguntas.

Máximas roderiquianas (183) Quando alguém de valor julga um defeito nosso, choramos, mas crescemos; quando alguém sem valores o faz, gargalhamos e nos agigantamos.

Máximas roderiquianas (184) Verdade crua encanta; mentira nua espanta.

Máximas roderiquianas (185) Ocupar a mente com Arte no lugar de alguém é fácil; preencher o coração com família e amigos, no lugar do amor, também; difícil é mostrar para o corpo e para a alma que não precisamos de carinho...

Máximas roderiquianas (186) O maior inimigo do equilíbrio social não é a ideia contrária, mas a neutralidade.

Máximas roderiquianas (187) Um sentimento não exposto, bom ou ruim, vale tanto quanto uma Bíblia que jamais sai da estante; cria poeira, traças e mofo.

Máximas roderiquianas (188) O suicida é como um condenado à forca que dispensa o padre e o carrasco.

Máximas roderiquianas (189) O Mistério só tem sentido quando se forma por si só. O mistério planejado se chama covardia.

Máximas roderiquianas (190) O conhecimento cura; a ignorância curra.

Um poema



Há muito tempo amigos pedem que eu publique meus poemas aqui. Sou um pouco reticente, porque me descobri um mau poeta, de súbito. E olha que não me achava dos piores. mas como registro, talvez tenha chegado a hora de começar a fazê-lo. Este foi um dos últimos que fiz, para um concurso da Pague Menos de 2011, se não me engano. Ficou entre os 10 melhores, ou foi o 11º, não lembro.

A BRAÇOS LARGOS

E eis que lamenta a raça humana, fria,
A ausência de remédio para a dor
Da mórbida, fatal melancolia,
Que segue a solidão, onde esta for.

Febril, atormentada alma quente
Vagueia pela noite sem luar
Querendo um lenitivo eficiente
Sonhando por a cura se mostrar.

As ruas cruza, esquinas dobra em vão,
À procura de breve solução.
E quando já vencido por cansaço,

Surge a receita certa e mais querida:
Encontra, a braços largos, uma amiga,
Que lhe dá longo, intenso e lindo abraço.