sábado, 22 de dezembro de 2012

Máximas 221 a 230.


Máximas roderiquianas (221) Muitas vezes o mínimo não é o suficiente, mas bem abaixo deste.

Máximas roderiquianas (222) A saudade é uma queimadura de 3º grau. Arde muito na hora, depois passa... mas a cicatriz fica.

Máximas roderiquianas (223) Não há nada mais revoltante do que assistir a uma pessoa interpretando sentir-se ofendida por algo em que ela foi a principal ofensora. É um espetáculo de cinismo, digno de ódio e vaias.

Máximas roderiquianas (224) A escala cíclica de horrores: não querer o que se deve ter; não poder o que se quer; não viver o que se poderia e não ter o que te faria viver.

Máximas roderiquianas (225) A insônia é a confissão corporal de que o dia é pequeno para um viver angustiado.

Máximas roderiquianas (226) O encanto que se causa em uma pessoa e o assombro que tal encantamento causa no outro têm algo em comum: deixam suas vidas encantadas. E não é por medo de quebrar encantos que alguém deve privar-se de viver o bem que lhe é ofertado.

Máximas roderiquianas (227) Quando chovem canivetes, o melhor guarda-chuva é uma cama elástica.

Máximas roderiquianas (228) Nenhuma grande revolução social acontecerá sem que haja redistribuição de oportunidades reais (não ilusórias). Patrimônio não é o problema. O modo de obtê-lo é que caracteriza o imperialismo econômico.

Máximas roderiquianas (229) A solidão se explica pela simples razão de que o teu defeito certo precisa encontrar a qualidade errada do outro. E as pessoas não admiram seus defeitos nem o erro alheio.

Máximas roderiquianas (230) Justiça e imperialismo são reciprocamente excludentes.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Máximas roderiquianas 211 a 220.


Máximas roderiquianas (211) Não há pior juiz, promotor ou carrasco que nossa insegurança. E nenhuma prisão é maior que nossa determinação de não falar.

Máximas roderiquianas (212) A causa mortis do encanto de uma pessoa é a falência múltipla de características vitais para o reconhecimento de seu brilho: a sinceridade, a inteligência, a humildade, a irreverência.

Máximas roderiquianas (213) Coisas ruins não são um porre. São uma ressaca. O pior não é o hoje: é o dia seguinte. O porre é bom.

Máximas roderiquianas (214) Sentimentos sem batismo normalmente são mais honestos que relações com nomes definidos, mas sem fé. Nenhum tabelião registra um coração.

Máximas roderiquianas (215) For a feeling which is forgotten, we bet a dime in a jackpot, but a chance to remake it hot is like a nice meal that lasts rotten.

Máximas roderiquianas (216) Abnegação é tudo que te faz heroico aos bons corações, e um idiota aos levianos.

Máximas roderiquianas (217) Queres saber o quanto se aproveita da raça humana? Tenta colher uvas frescas do solo e sob o sol do deserto...

Máximas roderiquianas (218) Quando a razão assola o ser, a fé implode e a fera explode.

Máximas roderiquianas (219) A impossibilidade é o alívio do delírio.

Máximas roderiquianas (220) Não existe revolução sem a morte do pretérito imperfeito. E para que seja mais-que-perfeita, só com o resgate da pretérita Arte perfeita.




MULHER, A NATUREZA TE SAÚDA


MULHER, A NATUREZA TE SAÚDA

Bem poucos notam que todos os dias
São saudações ao teu divino ser,
E que o brilho que do sol se irradia
Ergueu-se para melhor te rever.

Quase ninguém percebe como as nuvens
Buscam proteger-te da forte chama,
Se teus delicados suspiros surgem,
Quando do calor teu corpo reclama.

E se as nuvens se tornam pingos d'água,
É porque prazer querem te ofertar,
Ou arrastar todas as tuas mágoas
Ao rumo de um calmo e distante mar!

A lua sempre se renova em ti,
E ela míngua quando imitar-te almeja.
Mas está crescente ao te ver sorrir,
E se está cheia não causa incerteza...

Pois vê que a Natureza te saúda
E mesmo que os homens queiram negar,
Tu sabes que na madrugada muda
É por ti que eles estão a chorar!!