terça-feira, 7 de maio de 2013

Haicais estuprados


Haicais estuprados

Este poemerotirônico é uma homenagem aos homens que devem mais do que falam e às mulheres que falam menos que devem:

HAICAIS ESTUPRADOS

1 - HAICAI DA DEVASSIDÃO (ou "A aposta do macho em meias palavras")

Gládio sarraceno
Teu triângulo escaleno
Eros obsceno

2 - HAICAIU DA DECEPÇÃO (ou "A resposta da musa sem palavras")

Gládio em desuso
O meu ângulo obtuso
Eros confuso

Máximas 321 a 340...


Máximas roderiquianas (321) Às vezes o condutor da carruagem da vida atrasa e falta-nos a coragem de atravessar a estrada, mesmo sabendo que do outro lado acharemos um modo mais rápido de chegar ao destino tão esperado.

Máximas roderiquianas (322) A esperança é um veneno; o choque de realidade, um antídoto.

Máximas roderiquianas (323) O homem depauperado emocionalmente e com vícios é uma bomba-relógio.

Máximas roderiquianas (324) Nosso dever é perdoar; o do perdoado é pedir o perdão.

Máximas roderiquianas (325) Aquele que te quer o mal tripudia sobre o teu cadáver, cospe-o e escarnece-se de ti, não importa o quanto te disponhas a perdoar.

Máximas roderiquianas (326) Aos 15 anos, pornografia é tudo aquilo que a sociedade te proíbe de ver; aos 30, é tudo aquilo que o pouco dinheiro não te permite ter; depois dos 40, é tudo aquilo que a coluna te impede de fazer.

Máximas roderiquianas (327) Os caminhos de Deus são perfeitos. A bússola que Ele nos dá para encontrá-los é que vem com defeito.

Máximas roderiquianas (328) O silêncio é o melhor discurso dos idiotas e a pior idiotice dos censurados.

Máximas roderiquianas (329) O mal dos trabalhadores que engolem sapos por medo de perderem seus empregos é que, um dia, quando quiserem vomitar o brejo que se formou em seu ser, será tarde, pois só então perceberão estar atolados até o pescoço em um pântano.

Máximas roderiquianas (330) Nesse mundo absurdo de hoje, sentido só soldados fazem.

Máximas roderiquianas (331) A perda da capacidade de se indignar é o derradeiro passo para a escravidão e o primeiro salto para uma provável e melancólica extinção.

Máximas roderiquianas (332) Junta a uma pessoa traiçoeira o bote e a língua de uma serpente, a adaptabilidade de um camaleão, a crueldade de um crocodilo, o sarcasmo de uma hiena e a voracidade de um verme e não terás uma mutação genética, mas uma aberração profissional.

Máximas roderiquianas (333) Um corpo sem amor é errante; uma alma, meliante.

Máximas roderiquianas (334) A desistência é a consagração do equilíbrio.

Máximas roderiquianas (335) O benefício da dúvida é o único que damos com direito a cobranças: em forma de respostas.

Máximas roderiquianas (336) As mulheres suportam um homem asqueroso, mas não um adiposo.

Máximas roderiquianas (337) Perder as esperanças é uma virtude que se conquista à custa do esquartejamento de vários sonhos.

Máximas roderiquianas (338) Para todo "mas" há um "porque", mas também um "apesar de".

Máximas roderiquianas (339) Um conselho para quem tem o insuportável hábito de vir aconchegar, com frases de autoajuda, aquele que sofre: fique no prefixo. A realidade incinera toneladas dessas enganações diariamente.

Máximas roderiquianas (340) Namoradas trocam beijos; crianças os dão; mães os emprestam; vagabundas os leiloam; prostitutas os negam; amantes os furtam (batons as entregam); taradas os arrancam; tímidas os reprimem; arrependidas os sonham; abandonadas os pedem; solitárias os choram.






sexta-feira, 26 de abril de 2013

Em virtude dos 80 anos do Colégio Juvenal de Carvalho...


26 de abril, o Colégio Juvenal de Carvalho comemora 80 anos. Deles, tenho estado há 20 naquelas salas que tanto me acolheram, onde conheci e ensinei tanta gente especial. Uma família linda. Claro que, como em toda família - nenhuma é perfeita -, houve e há ovelhas negras.  Mas elas passam. E a verdadeira escola fica. Agradeço a Deus a oportunidade de, até o dia de hoje, tentar dar meu melhor para a educação de alguns dos mais maravilhosos jovens que encontrei na vida. E é para todos os que amam de verdade essa escola que dedico minha humilde homenagem: mal traçados versos de um grato aprendiz da vida entre as paredes de uma casa que, se Deus quiser, resistirá ao tempo e às intempéries.

Meu Colégio Juvenal de Carvalho,
Agradecemos por tua existência,
Dividindo contigo bom trabalho,
Colaborando com tua ciência.

Tuas salas são nossa proteção
E a guarda de teus alunos leais!
Mazzarello e Laurinha em oração,
São anjos que te amam muito mais!

Porque oitenta anos são uma pedra
Sobre a qual manténs toda a tua fé
A teu lado teu jovem nunca medra
E se cai um dia, só cai de pé!

Tu tens cultura, esporte e cristandade
Mui equilibrados, à luz de Cristo.
És conhecido por toda a cidade
Ontem para mulheres, hoje misto.

Abençoa, Maria Auxiliadora!
Confirma, João Bosco protetor!
As aulas de tuas sábias professoras
E a dedicação de teus professores!

Pois tu és abrigo que todos amam:
Os funcionários, mestres e estudantes;
Pais, irmãs, ex-alunos, todos clamam:
Prossegue tua História radiante!