domingo, 9 de junho de 2013

Máximas roderiquianas - 361 a 370.

Máximas roderiquianas (361) Toda moral advém do medo da execração pública.

Máximas roderiquianas (362) O eufemismo é a forma mais civilizada do animalesco.

Máximas roderiquianas (363) A gênese e o fim humano são um só: o Abismo.

Máximas roderiquianas (364) Para o covarde, a Verdade mais temerária é aquela que ele traz dentro de si.

Máximas roderiquianas (365) O tempo dispensado vaidosamente diante de um espelho é inversamente proporcional à idade.

Máximas roderiquianas (366) Se alguém tão desgraçado quanto nós sugere que sejamos otimistas, é uma inspiração; se tal recomendação vem de uma pessoa que naquele assunto nunca passou por problemas, é uma afronta.

Máximas roderiquianas (367) É humilhante ver que muitos idiotas são amados por mulheres especiais enquanto ardemos em solidão.

Máximas roderiquianas (368) A crença na felicidade eterna é uma ratoeira; os momentos felizes, o queijo.

Máximas roderiquianas (369) Aprendemos a viver quando admiramos o arco-íris e duvidamos do pote de ouro em seu final.

Máximas roderiquianas (370) O otimismo é a prostituição da esperança.

3 comentários:

Anônimo disse...

Se me permite, suas máximas contêm um teor romântico-pessimista que, por vez, acaba por desvalorizá-las. Sob meu ponto de vista, claro. Você se influencia em Schopenhauer? Adoraria que respondesse.

Anônimo disse...

Pq não dá retorno aos seus fãs? Ainda tô aguardando.

angustiacotidiana disse...

Caro "Anônimo". Em primeiríssimo lugar, obrigado por sua preciosa leitura e comentários. Desculpo-me, mas não venho sempre em meu blog, apenas quando vou publicar algo. Devido à pouca quantidade de comentários, normalmente venho "de passagem".

Aqui retomo algo que já falei anteriormente, e que talvez tenha sido até para você mesmo: particularmente não gosto de anonimato. Preferia que se identificasse. Mas respeitarei seu desejo e responderei, mesmo tendo a estranha sensação de falar ao vento.

Permita-me discordar frontalmente quanto à desvalorização sugerida por você. Ao contrário, acho o teor romântico-pessimista a que você se refere a melhor qualidade de meu trabalho. Que bom que foi percebido.

Enfim, é claro que Schopenhauer me influencia, e grandiosamente, graças a Deus (ou aos deuses).

Um abraço, continue escrevendo e desculpe pela demora. Tentarei ser mais eficiente, na próxima vez. E quanto a você, que tal pensar em dispensar o anonimato?

Até.