domingo, 18 de agosto de 2013

Máximas roderiquianas (441 a 460)

Máximas roderiquianas (441) A calúnia corrói vítimas, mas aniquila detratores. Entre os dois extremos está a descoberta da verdade.

Máximas roderiquianas (442) Em um casal, a diferença de idade é a soma dos anseios: um quer vitalidade; o outro, maturidade.

Máximas roderiquianas (443) A humanidade não evolui com a alta tecnologia, mas com pequenos feitos que a livram da barbárie.

Máximas roderiquianas (444) Às vezes um homem ama despudoradamente alguém que não merece e, por pudor, não ama uma grande mulher.

Máximas roderiquianas (445) A Arte não carece de explicações, mas de afeições.

Máximas roderiquianas (446) O sonho é uma checagem de nossa vaga no Além.

Máximas roderiquianas (447) Não transfiramos para nossa ascendência o valor de nossos atos: Deus e o Diabo não possuem sobrenome.

Máximas roderiquianas (448) Se a crença na espera é um jasmim, em mim o jardim já está quase no fim.

Máximas roderiquianas (449) Vingar-se é a menos correta, mas melhor forma de perdão.

Máximas roderiquianas (450) A maior dor da vítima de abandono é a dúvida que consigo carrega sobre a perdida possibilidade da plenitude. Dali por diante, nada mais parecerá igualar-se.

Máximas roderiquianas (451) Um pênis nem sempre faz de um homem um pai; um coração, invariavelmente.

Máximas roderiquianas (452) Relacionar-se com alguém logo após um amor verdadeiro é uma prótese: está lá, serve, mas não se sente.

Máximas roderiquianas (453) A única vantagem de uma madrugada solitária em comparação a uma vagabunda é que o álcool e o cigarro beijam a boca.

Máximas roderiquianas (454) Meu grande problema com o mundo é que nem eu o vejo como os comuns o veem, nem ele me dispensa um tratamento comum.

Máximas roderiquianas (455) O amor pela própria companhia é o orgasmo da Solidão; porém também é fugaz e arrefece.

Máximas roderiquianas (456) Bons livros são como o vinho: quanto mais raros e envelhecidos, melhor seu buquê e mais lentamente o degustamos, lamentando gota a gota a proximidade de seu fim.

Máximas roderiquianas (457) A razão é o salvo-conduto de um prisioneiro da esperança.

Máximas roderiquianas (458) Em um relacionamento há Química, Biologia, Física; mas o que lhe faz eterno é a História que se vai construindo.

Máximas roderiquianas (459) A probabilidade é a hipótese em gotas.

Máximas roderiquianas (460) Um amor verdadeiro é uma obra de Arte: não precisa de uma plateia, mas ainda assim gosta de causar-lhe admiração ou assombro.

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