sexta-feira, 26 de julho de 2013

Máximas roderiquianas (411 a 420)

Máximas roderiquianas (411) Para alguém que não ama, o que mais preocupa depois da satisfação da carne é o amanhã; para quem ama é a falta dele.

Máximas roderiquianas (412) Assim como a delicadeza é feminina e a brutalidade, masculina, o sorriso aberto deve ficar para as mulheres e a gargalhada espalhafatosa para os homens.

Máximas roderiquianas (413) A amizade tanto pode ser argumento para iniciar uma relação amorosa como para evitá-la.

Máximas roderiquianas (414) É desconsoladamente perdido este mundo, em que aparência sem inteligência equivale à sedução e inteligência sem aparência gera solidão.

Máximas roderiquianas (415) Ocupação é necessidade; profissão, identidade; vocação, felicidade.

Máximas roderiquianas (416) Entre permanecer calado, escolher palavras que amenizem mas descaracterizem o que se quer dizer e correr o risco de ferir suscetibilidades ao declarar francamente o que  se pensa, fico com esta última. Nem uma mísera opinião deve ficar escondida sob a capa da neutralidade ou o medo da incompreensão.

Máximas roderiquianas (417) A Vida inveja a Arte; portanto, jamais lhe será superior.

Máximas roderiquianas (418) Se Deus escreve certo por linhas tortas, não será o Diabo que Lhe presenteará com um caderno de caligrafia.

Máximas roderiquianas (419) A autenticidade traz paz espiritual, mas inspira a rejeição alheia.

Máximas roderiquianas (420) Há pessoas por quem nada fazemos nem no grito; e há outras cujo simples sussurro é o suficiente para gerar uma inominável onda de generosidade.


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