sábado, 9 de novembro de 2013

Máximas roderiquianas 501 a 510

Máximas roderiquianas (501) Ensinar Literatura é a arte de fazer os outros perceberem que o mofo tem valor.

Máximas roderiquianas (502) Se tens medo de tomares posse do que é teu, não adianta apenas travares as portas por fora; alguém arrombará a janela e, quando menos cuidares, perceberás que aquilo não mais te pertence.

Máximas roderiquianas (503) O maior deleite do mestre-cuca é ver as vítimas de seu banquete se regozijarem com o próprio sangue.

Máximas roderiquianas (504) As mulheres deveriam dedicar mais de seu precioso tempo ao que realmente é indispensável: a beleza interior. Não importam, a um homem de valor, as marcas do tempo que nela aparecem. A vaidade excessiva só atrai a atenção dos fúteis e aproveitadores.

Máximas roderiquianas (505) Para os felizardos, recomenda-se a observação; para os angustiados, vislumbra-se a reflexão; para os iluminados, reserva-se a solidão.

Máximas roderiquianas (506) Para o homem de bem, a verdade o machuca e fere a outrem; e a mentira o mata, embora poupe àqueles que ama. No balanço final dessas desigualdades, ele chega à consciência tranquila.

Máximas roderiquianas (507) A esperança morta ressuscita a paz.

Máximas roderiquianas (508) Segurança claudicante: angústia lancinante.

Máximas roderiquianas (509) Respeitar a língua-pátria é uma forma de atestar a civilidade de um povo.

Máximas roderiquianas (510) Uma dor enterrada viva geralmente retorna do caixão.

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